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	<description>Handebol para Todos</description>
	<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 13:35:07 +0000</pubDate>
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		<title>Tática Defensiva no Ensino do Handebol - Jogos de Defesa Zona</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Nov 2008 13:34:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Introdução
Vamos, neste artigo, analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.
Conforme destacado no artigo Tática Defensiva no Ensino do Handebol I - encontrado no site www.pedagogiadohandebol.com.br - anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="left;"><strong>1. Introdução</strong></p>
<p>Vamos, neste artigo, analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.</p>
<p>Conforme destacado no artigo <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/08/06/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-i/"  target="_blank" rel="nofollow">Tática Defensiva no Ensino do Handebol I</a> - encontrado no site <a href="http://pedagogiadohandebol.com.br" target="_blank">www.pedagogiadohandebol.com.br</a> - anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que diz respeito à formação de jogadores inteligentes para resolução dos problemas do jogo.</p>
<p>Direcionar nossos alunos para executarem mecanicamente estruturas defensivas  formais não garante que eles saibam executá-las. Distribuir nossos alunos na quadra e dizer: &#8220;Fiquem desse jeito, cada um é responsável por sua região&#8221; é muito pouco para nossa função de pedagogos do esporte.</p>
<p><span id="more-135"></span>Conforme é destacado continuamente nesse ambiente virtual, utilizar jogos para ensinar os mais diversos conceitos e os princípios do jogo é imprescindível para que os aspectos cognitivos sejam desenvolvidos a partir de experiências motivantes e desafiantes, garantindo aos alunos a resolução continuada de problemas que o jogo apresenta e dessa forma, assimilar conhecimentos jogando (veja artigos que falam sobre o <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/tag/analise-do-jogo/"  target="_blank" rel="nofollow">ensino pelo jogo</a> e <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/tag/teoria-do-jogo/"  target="_blank" rel="nofollow">teoria do jogo</a>).</p>
<p>Dessa forma, também para as estruturas defensivas em zona a vivência de experiências através de jogos torna-se uma importante ferramenta.</p>
<p>Utilizando jogos, podemos estimular a aprendizagem de <em>Princípios Nortadores</em> para qualquer tipo de defesa zonal clássica a ser adotada futuramente pelo aluno. Conhecer esses princípios capacita nossos alunos a saber jogar independente da forma como uma equipe que ele possa vir a fazer parte (equipe de seu colégio, equipe de sua cidade, equipe de seu estado, equipe de seu país).</p>
<p>Conhecendo esses princípios, nossos alunos se tornam capazes de se adaptarem às diferentes lógicas defensivas que sejam apresentadas a ele.</p>
<p><strong>2. Princípios do Jogo Defensivo em Zona</strong></p>
<p>Quando falamos de &#8220;princípios do jogo&#8221; estamos retirando da capacidade do aluno o foco de nosso discurso, trazendo ao jogo em si mesmo a nossa análise. Ou seja, os princípios do jogo independem do aluno e são inerentes ao jogo, de forma que esses princípios caracterizem a forma de se jogar o jogo.</p>
<p>Quando falamos de Princípios do Jogo Defensivos em Zona estamos caracterizando que esses princípios é que fazem a defesa em zona funcionar, ou seja, se fugirmos desses princípios estaremos abandonando a estratégia defensiva zonal, adotando outra estratégia, como a estratégia de defesa individual (ver aqui o artigo que trata dos <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/09/03/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-iii/"  target="_blank" rel="nofollow">jogos de defesa individual</a>), ou até mesmo nenhuma estratégia defensiva.</p>
<p>Dessa forma, ao falarmos de defesa zona, devemos conhecer alguns princípios que a norteiam. A seguir veremos esses princípios, de forma que conhece-los tornam nossos alunos capazes de jogar sobre quaisquer perspectivas defensivas zonais (desde o 6:0 até mesmo um 3:2:1) e também a jogar contra essas defesas.</p>
<p><strong>2.1. Cada um é responsável pela sua região</strong></p>
<p>Ao jogar com estruturas defensivas em zona, subentende-se que cada jogador será responsável por sua respectiva região da quadra. No entanto, por ser o handebol um jogo, e portanto, dotado de complexidade, essa explicação se esvazia quando pensamos na movimentação dos jogadores atacantes que podem causar dúvidas sobre a defesa.</p>
<p>Dessa forma, ao tratamos de jogos com apelo para a defesa em zona, devemos também trabalhar a idéia das <strong><em>Trocas de marcação quando os defensores se movimentam</em></strong>, garantindo assim que cada jogador seja responsável pela sua zona de atuação.</p>
<p>Isso significa dizer que, mesmo que os jogadores atacantes que se encontram na sua zona de marcação se movimentem para outras zonas, não devemos deixar nossa região de proteção em detrimento de acompanhar os adversários, deixando esse jogador ser marcado por outro da outra região e por vezes marcando jogadores adversários advindos de outras regiões.</p>
<p>Esse é um erro comum - correr atrás de jogadores (aspecto comum das defesas individuais), não só quando falamos de defesas zonais, mas também quando falamos da evolução conceitual nas defesas individuais.</p>
<p>Dessa forma, devemos sugestionar que ao invés de correr atrás do adversário, por vezes é mais adequado - e no caso da defesa zona é um <em>Princípio inerente a ela </em>- ser realizada trocas da marcação, mantendo o posicionamento inicial da defesa em zona e trocando os jogadores adversários a serem marcados.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-1.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-418" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-1.png?w=500" alt="" width="500" height="245" /></a></p>
<p style="center;"><em><strong>Figura 1.</strong> Nesse exemplo de uma situação de 2&#215;2, temos na primera imagem o posicionamento inicial, no qual os defensores devem proteger cada qual sua zona (Triângulos), indicando que haverá uma troca de posto ofensivo entre os atacantes (Circulos). A segunda imagem mostra que com a troca dos atacantes também houve troca nos defensores, e pensando num conceito de defesa em zona, isso é errado. Logo, a terceira imagem mostra que mesmo que haja a troca de postos entre os atacantes, os defensores continuam cada um defendendo sua zona, não importando qual atacante esteja em sua respectiva zona, obedecendo assim ao princípio de que cada um deve proteger sua região</em></p>
<p><strong>2.2. Cada defensor tem um atacante direto para se preocupar</strong></p>
<p>Apesar de parecer um conceito defensivo individual, essa preocupação é de grande importância para o bom desenvolvimento da defesa zona.</p>
<p>A adoção de um ssitema defensivo em zona acaba por influenciar a organização ofensiva em organizar-se de forma a cada atacante buscar ter apenas um jogador defensor como seu respectivo marcador, e vice e versa.</p>
<p>No entanto, a movimentação ofensiva pode ocorrer de forma a geral algum erro nessa geometria de 1 defensor para 1 atacante, criando algumas situações de 2 atacantes x 1 defensor, o que acaba por dar vantagem para o ataque.</p>
<p>Isso nos leva a concluir que quando dois jogadores posicionam-se na zona de um jogador, deve haver alguma possibilidade que impeça isso de ocorrer.</p>
<p>Nesse momento, o princípio de que cada jogador defensor tem um atacante direto para ser marcado nos leva a discutir nosso próximo princípio: As zonas não são estáticas!</p>
<p>Pois uma das formas de resolver esse problema é redividir as zonas de cada jogador, de forma que esses dois jogadores atacantes voltem a ter cada um deles um respectivo defensor.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-7.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-427" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-7.png?w=500" alt="" width="500" height="237" /></a></p>
<p style="center;"><strong>Figura 2.</strong> Na primeira imagem vemos a relação direta entre marcadores e atacantes, a partir da numeração didaticamente colocada, onde 1 marca o atacante 1, 2 marca o atacante 2 e assim por diante. Na imagem 2 vemos a forma errada de lidar com o posicionamento do antigo atacante 1, que agora também se classifica como um atacante 3, deixando o defendor 3 com dois atacantes em sua zona e na imagem 3 temos a movimentação dos jogadores defensores mais adequada para a situação ocorrida, modificando também a estrutura conceitual das zonas se compararmos com a imagem 1.</p>
<p><strong>2.3. As zonas não são estáticas, elas se movimentam em relação com a localização da bola</strong></p>
<p>Mesmo que inicialmente nossos alunos se organizem defendendo regiões aparentemente estáticas, ao longo do jogo pode ser verificado que uma estratégia defensiva zonal não pode ser estática, de forma que os defensores fiquem mantendo uma posição específica e não se movimentarem para além dela.</p>
<table border="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#e4e4e4">
<p style="center;">Faço aqui uma analogia ao voleibol, um jogo em que os jogadores têm, pela lógica do próprio jogo, a necessidade de defender sua zona de atuação, pois a defesa de sua zona está diretamente ligada ao fato da equipe sofrer ou não um ponto, afinal, se a bola cair na sua zona de ação, a equipe sofrerá um ponto.</p>
<p style="center;">Quantas vezes não vemos jogos escolares em que o jogo de voleibol se resume ao sacador de uma equipe fazendo pontos diretamente na equipe adversária com seu &#8220;potente&#8221; saque?</p>
<p style="center;">Ao mesmo tempo, se olharmos para a equipe que recebe o saque, fica aquela sensação de um jogo estático, parado. Por que será que isso ocorre?</p>
<p style="center;">Por ser um jogo de defesa zonal pela natureza do próprio jogo, verificamos um erro pedagógico muito comum no ensino do voleibol, que é ensinar aos alunos que eles devem ficar posicionados em um &#8220;x&#8221; no chão, para que não haja erros de rodízio.</p>
<p style="center;">Ao colocar um &#8220;x&#8221; no chão, damos uma idéia de que o aluno deve se posicionar ali e quando a bola sair de perto daquela região e vai a alguma região em que o professor não colocou nenhum &#8220;x&#8221;, a bola cai. Ou seja, a idéia de defender uma zona acaba sendo resumida a defender um local específico.</p>
<p style="center;">Mas e o resto? Como pode ser defendido?</p>
<p style="center;">Defender em zona é saber deslocar-se de forma a todos os jogadores terem conceitos comuns, sempre tendo na bola um objeto que influencia na organização zonal, capaz até de fazer as zonas serem móveis e de tamanhos diferentes para um mesmo jogador ao longo de toda a partida.</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Dessa forma, também no handebol, ao indicarmos aos nossos alunos o objetivo destes defenderem regiões especificamente definidas, corremos o risco de cairmos na &#8220;pedagogia do &#8216;x&#8217;&#8221; comum no ensino equivocado do voleibol.</p>
<p>Para fugir a essa tendência reducionista, devemos elaborar estratégias de ensino que mostrem a nossos alunos que em alguns momentos do jogo determinadas regiões da quadra é que são colocadas em maior risco devendo essas regiões serem protegidas com maior ênfase em detrimento de outras.</p>
<p>Esse risco está diretamente ligado à posição em que a bola se encontra na circulação dela entre os jogadores atacantes. Logo, onde a bola está torna-se a região de maior perigo no jogo.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-2.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-419" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-2.png?w=500" alt="" width="500" height="362" /></a></p>
<p style="center;"><strong>Figura 3.</strong> A localidade da bola mostra a região de maior perigo do jogo, pois o ponto (ou gol) só é obtido através dela. Logo, onde a bola está, deve haver maior proteção para que não haja perigo de sofrer o ponto (gol)</p>
<p>Dessa forma, podemos encontrar 3 <em>Regras de Ação</em> relativas a essa circulação da bola e dos jogadores: a <em>compactação dos espaços</em>, a <em>basculação da defesa </em>e<em> </em>a <em>cobertura de espaços</em>, que serão explicadas a seguir:</p>
<p><strong><em>2.3.1. Compactação dos Espaços do Jogo</em></strong></p>
<p>A compactação dos espaços do jogo está diretamente relacionada ao princípio de proteção do alvo, apontada por Bayer (1994) (veja o artigo que fala de <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/08/20/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-ii/"  target="_blank" rel="nofollow">jogos de defesa com base nos princípios operacionais do jogo</a>), pois a compactação está diretamente relacionada com a idéia de manter a bola sempre à frente da linha defensiva mais adiantada da equipe.</p>
<p>Dessa forma, a compactação da defesa deve ter como principal relação à posição da bola, procurando mantê-la sempre à frente dos jogadores mais adiantados da defesa e também, no caso do handebol, procurando não deixar que nenhum jogador sem bola se encontre atrás do último jogador da defesa, pois facilitaria um passe longo.</p>
<p>Uma equipe atacante que ataca com muita profundidade leva a defesa a ter pouca compactação e uma equipe que ataca com pouca profundidade (formando uma ou apenas duas linhas ofensivas) promove uma maior compactação defensiva.</p>
<p>Uma equipe pode também optar em defender com pouca compactação, como é o caso de uma defesa 3:3, afastando com a idéia de afastar a primeira linha ofensiva de aproximar-se do gol.</p>
<p>Em fim, Optar por jogar com muita ou pouca compactação só é possível no caso das estratégias defensivas zonais, por ter a necessidade de que haja organização racional do espaços de acordo com o objetivo da equipe, como por exemplo o caso das chamadas defesas fechadas (6:0, 5:1, 4:2) e as defesas abertas (3:3, 3:2:1).</p>
<p>Em resumo, o princípio da compactação garante a vantagem de ter todos os jogadores defensores entre a bola e o alvo a proteger.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-3.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-421" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-3.png?w=500" alt="" width="500" height="274" /></a></p>
<p style="center;"><em><strong>Figura 4. </strong>Na imagem 1 a estrutura ofensiva com pouca profundidade facilita a organização de uma defesa bem compacta enquanto que na imagem 2 uma estrutura ofensiva com muita profundidade acaba por orientar a defesa a ter duas linhas defensivas, uma mais adiantada e outra mais atrasada, dificultando a compactação defensiva.</em></p>
<p><strong><em>2.3.2. Basculação Defensiva</em></strong></p>
<p>A basculação defensiva (mostrada na figura abaixo) somada com o princípio de compactação garante que o alvo seja sempre protegido.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-4.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-423" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-4.png?w=500" alt="" width="500" height="239" /></a></p>
<p style="center;"><em><strong>Figura 5.</strong> O movimento de basculação consiste em fechar com o maior número de jogadores a região de perigo representada pela presença da bola. A basculação deixa me clara a idéia de que a zona a ser defendida pode sofrer alteração de dimensões e localização durante o jogo.</em></p>
<p>A basculação caracteriza com maior clareza a idéia de que as zonas se movimentam e que não necessáriamente terão o mesmo tamanho para cada um dos jogadores em quadra.</p>
<p>A basculação garante que a zona em que a bola se encontrar tornar-se-á menor, mais compacta e exigindo menor deslocamento dos jogadores. Porém, as zonas mais distantes da bola tornam-se maiores, em detrimento do fato de a bola ter que viajar mais tempo para chegar a essas regiões, possibilitando que a basculação defensiva seja capaz de cobrir essa zona, voltando a diminuir os espaços em que a bola possa passar.</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-5.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-424" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-5.png?w=500" alt="" width="500" height="239" /></a></p>
<p style="center;"><em><strong>Figura 6. </strong>Nos movimentos de Basculação, apesar da zona sofre modificação de dimensões entre os jogadores e por vezes termos a impressão de que um jogador ficará com mais de um marcador em sua zona, a sua movimentação de um lado para o outra garantirá que nenhum jogador fique sobrecarregado.</em></p>
<p><strong><em>2.3.3. Cobertura de espaços abertos em casos de flutuação de jogadores da defesa para linhas defensivas mais adiantadas</em></strong></p>
<p>A flutuação de jogadores entre as linhas defensivas adotadas é uma ação que deve ser possibilitada numa defesa zona, principalmente pelo feto de já havermos destacado que as zonas são móveis e se modificam ao longo de um jogo.</p>
<p>Caso haja uma flutuação de um jogador que estava em uma defesa de uma só linha para uma linha mais alta, ele imediatamente deixa sua região desprotegida, logo, os jogadores adjacentes devem preencher essa região, re-dividindo as regiões de defesa entre eles.</p>
<p>No jogo de handebol isso é muito comum em casos de defesas mistas, nas quais a equipe que defendia com 6 jogadores em sistema zonal resolve adotar uma estratégia de marcação individual para um jogador em específico, deixando agora 5 jogadores defendendo as mesmas zonas que eram defendidas anteriormente por 6. Logo, há a necessidade de haver uma cobertura dessa região deixada.</p>
<p>A cobertura ganha ainda mais importância quando pensamos na possibilidade desse jogador que deixou sua zona inicial perder na disputa de 1&#215;1 com o atacante adversário, pois se os jogadores adjacentes deixarem o espaço aberto, será uma vantagem a ser usada em prol do ataque</p>
<p><a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/09/defesa-zona-6.png"  rel="nofollow"><img class="aligncenter size-large wp-image-426" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/09/defesa-zona-6.png?w=500" alt="" width="500" height="358" /></a></p>
<p style="center;"><em><strong>Figura 7.</strong></em> A cobertura defensiva garante a reorganização zonal evitando que haja desequilíbrio defensivo</p>
<p><strong>3. Jogos Pedagógicos</strong></p>
<p>Deixo agora um exemplo de uma matriz (ou seja, de um conceito) de jogo que pode ser explorado de maneira bastante ampla por nós professores para trabalharmos defesa em zona.</p>
<p>Gosto muito do jogo de pique bandeira. Ele tem em sua lógica muitos elementos que dão e ele um apelo de utilização de defesa em zona. Logo, ele é uma matriz que pode ser adaptada de acordo com os interesses do professor.</p>
<p>É importante deixar o jogo desenrolar, as equipes experimentarem várias formas de organização ofensiva e defensiva.</p>
<p>Abaixo segue um vídeo propondo uma adaptação desse jogo para confrontos de 3&#215;3, com explicações sobre possibilidades de ser explorada.</p>
<p style="center;" align="center">[dailymotion id=x5d1n9&amp;v3]</p>
<p style="left;">Utilizando a mesma matriz, a nossa colaboradora <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/author/tathy04n/"  target="_blank" rel="nofollow">Tathy Krahenbuhl</a> cedeu imagens sobre duas formas do jogo de pique bandeira por ela aplicada em suas aulas, do projeto Gol-de-Mão, do qual sou Coordenador Pedagógico e que ocorre em Campinas através da <a href="http://www.handebolach.com.br" target="_blank">Associação Campineira de Handebol</a>.</p>
<p style="left;">A primeira parte do vídeo mostra o jogo feito numa estrutura reduzida, na qual uma equipe só ataca e a outra só defende e o objetivo da equipe que ataca é pegar a bola (bandeira) de dentro da área branca e fazê-la voltar para a sua quadra.</p>
<p style="left;">Os jogadores congelados continuam participando, servindo de apoio para a equipe que deve pegar a bandeira, podendo receber passes e passar as bolas.</p>
<p style="left;">A bola pode voltar para a quadra através de passes, sendo que não pode ser realizado um passe direto; ou então com a pessoa saindo diretamente da área branca e deslocando-se livremente para sua quadra.</p>
<p style="left;">A segunda parte do vídeo mostra o jogo feito sobre uma mesma estrutura de uma equipe exclusivamente atacante e uma exclusivamente defensora, porém, a equipe atacante dessa vez terá que levar a bola que está sobre sua posse para a área branca protegida pela equipe defensora.</p>
<p style="left;">As regras são idênticas às do jogo anterior, porém, conforme destacado, a equipe atacante deverá levar a bola para dentro da área branca protegida pela equipe adversária.</p>
<p style="left;">As análises que faço podem ser mais bem exploradas, mas mostram de maneira sucinta como um jogo popular pode ser utilizado de forma a criar uma matriz conceitual para elaboração de tantos outros jogos pedagógicos.</p>
<p style="left;">Tentem verificar se os princípios apontados nesse artigo podem ser encontrados nesse jogo.</p>
<p style="center;">[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=PfreppROyXs]</p>
<p style="left;"><strong>4. Conclusão</strong></p>
<p style="left;">Conforme destacado, este foi o último artigo de uma série de quatro que vieram discutir as questões do ensino das táticas defensivas na iniciação ao handebol, de forma a criar, dentro de uma perspectiva sistêmica e complexa, aumento das dificuldades para os aspectos ofensivos, buscando promover melhora dos níveis de compreensão ao jogo e de resolução dos problemas impostos pela grande intensidade defensiva.</p>
<p style="left;">Ensinar a defender é tão importante quanto ensinar a atacar, a final, se estamos à frente de um grupo de pessoas (crianças, jovens, adultos) que estão dispostas a apredender sobre handebol, devemos ensinar os conceitos e princípios dos jogos coletivos e do handebol em sua totalidade.</p>
<p style="left;">Espero ter podido ajudar e esclarecer algumas dúvidas, além claro, de deixar novas dúvidas. Espero comentários,</p>
<p style="left;">Abraços a todos,</p>
<p style="left;"><strong>5. Artigos Relacionados</strong></p>
<ul>
<li><a title="Link Permanente para Tática Defensiva no Ensino do Handebol I" rel="bookmark" href="../2008/08/06/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-i/">Tática Defensiva no Ensino do Handebol I</a></li>
<li><a title="Link Permanente para Tática Defensiva no Ensino do Handebol II - Principios Operacionais Defensivos" rel="bookmark" href="../2008/08/20/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-ii/">Tática Defensiva no Ensino do Handebol II - Princípios Operacionais Defensivos</a></li>
<li><a title="Link Permanente para Tática Defensiva no Ensino do Handebol III - Jogos de Defesa Individual" rel="bookmark" href="../2008/09/03/importancia-da-evolucao-da-tatica-defensiva-no-ensino-do-handebol-iii/">Tática Defensiva no Ensino do Handebol III - Jogos de Defesa Individual</a></li>
</ul>
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		<title>Comunidade do Handebol</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/08/comunidade-do-handebol/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Simões</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Olá amigos do Handebol, mais uma vez venho trazer a vocês, por uma indicação do nosso amigo Professor Márcio Magliano, uma excelente iniciativa do pessoal da Handsport que é uma comunidade online parecida com o orkut que é o Hand&#8217;s
Através desta iniciativa, os amantes do handebol poderão se encontrar em um único local e desfrutar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Olá amigos do Handebol, mais uma vez venho trazer a vocês, por uma indicação do nosso amigo Professor Márcio Magliano, uma excelente iniciativa do pessoal da <a href="http://www.handsport.com.br">Handsport</a> que é uma comunidade online parecida com o orkut que é o <a href=" http://www.handsport.com.br/members" rel="nofollow">Hand&#8217;s</a></p></blockquote>
<p>Através desta iniciativa, os amantes do handebol poderão se encontrar em um único local e desfrutar de boas conversas com quem entende da área.</p>
<p>Vejam a novidade aqui: <a href="http://www.handsport.com.br/members/"  rel="nofollow">http://www.handsport.com.br/members/</a> e para quem quiser adicionar meu perfil é <a href="http://www.handsport.com.br/members/profiles/simonsbr"  rel="nofollow">http://www.handsport.com.br/members/profiles/simonsbr</a></p>
<p>Um abraço!</p>
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		<title>Análise Pedagógica do Handebol de Areia (Beach Handball)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 12:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ataque]]></category>

		<category><![CDATA[Defesa]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Hand Beach]]></category>

		<category><![CDATA[Tático]]></category>

		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>

		<category><![CDATA[pedagogia do handbeol]]></category>

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Introdução:
Você conhece o handebol de areia? Você sabia que o Brasil é uma das principais seleções (masculinas e femininas) nessa modalidade? Pois é, além de muitos títulos mundiais, na última edição da competição mundial, a equipe feminina saiu com um 3º lugar e a maculina com a Prata, mostrando assim que a cada ano a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="entry">
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<p><strong>Introdução:</strong></p>
<p>Você conhece o handebol de areia? Você sabia que o Brasil é uma das principais seleções (masculinas e femininas) nessa modalidade? Pois é, além de muitos títulos mundiais, na última edição da competição mundial, a equipe feminina saiu com um 3º lugar e a maculina com a Prata, mostrando assim que a cada ano a equipe tem conseguido se manter na elite mundial da modalidade.</p>
<p>O Handebol de areia é uma modalidade que, apesar de carregar o nome &#8220;handebol&#8221; possui diferenças significativas se comparada ao &#8220;handebol de quadra&#8221;.</p>
<p><span id="more-133"></span>Essas mudanças iniciam-se pelo número de jogadores em quadra. Enquanto que no handebol de quadra, temos 7 jogadores, dos quais 1 deve ser um goleiro, no handebol de areia esse número é diminuído para 4 jogadores dos quais 1 é o goleiro. A quadra também é substancialmente menor.</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-146" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/05/handeboldeareia.gif" alt="" width="402" height="222" /></p>
<p align="center"><strong>Figura 1.</strong> Dimensões da quadra de &#8220;Handebol de Areia&#8221; e área do holeiro em formato diferente - uma possibilidade para exploração pedagógica</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-226" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/07/disposicao-classica-handebol-de-quadra.png" alt="" width="436" height="234" /></p>
<p align="center"><strong>Figura 2.</strong> Distribuição Clássica de Jogadores na Quadra - Goleiros não participam da contrução do ataque</p>
<p align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-227" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/07/disposicao-classica-handebol-de-areia.png" alt="" width="436" height="234" /></p>
<p align="center"><strong>Figura 3.</strong> Distribuição Clássica de Jogadores no Handebol de Areia - Verificar o goleiro participando da construção do ataque</p>
<p>Além desses números reduzidos, nesse jogo, finalizações com características &#8220;malabarísticas&#8221; (giro de 360°, gols de &#8220;ponte aérea&#8221; e cambalhotas no ar) e o gol de goleiro têm um valor dobrado, logo, valem 2 pontos.</p>
<p align="center">[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=RuX39Od1LOA]</p>
<p align="center"><strong>Vídeo 1.</strong> Lances de Ponte Aérea</p>
<p align="center">[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=R6ZiMXNg1nM]</p>
<p align="center"><strong>Vídeo 2.</strong> Gols com giros de 360°</p>
<p align="center">[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6kBvnDeo9mg]</p>
<p align="center"><strong>Vídeo 3.</strong> Gol de Cambalhota</p>
<p align="center">[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=laQVLO34UNg]</p>
<p align="center"><strong>Vídeo 4.</strong> Gol de Goleiro</p>
<p>Outras regras diferenciadas regem essa modalidade, mas com essa descrição básica, é possível caracterizar o handebol de areia para esse artigo.</p>
<p><strong>Objetivos</strong></p>
<p>Esse artigo vem mostrar como a organização lógica do handebol de areia pode ser útil no processo pedagógico do handebol.</p>
<p>Será analisado como tais diferenças citadas anteriormente - tamanho de quadra, número de jogadores em quadra e as regras que incidem sobre os goleiros poderem fazer gols com valor dobrado - podem contribuir para enriquecer ainda mais o processo de aprendizagem do handebol de quadra.</p>
<p><strong>A possibilidade de transferência de aprendizado:</strong></p>
<p>Scaglia (2003), através do seu estudo dos jogos de bolas com os pés, defende a idéia de que a aprendizagem do jogo deve valorizar em seu processo a vivência de jogos que pertençam à mesma &#8220;família de jogos&#8221;. Ou seja, o processo de ensino-aprendizagem deve possibilitar ao aluno vivenciar jogos que sejam capazes de levar adaptações positivas, de ordem lógica e das ações, a outros jogos.</p>
<p>Sob a perspectiva das &#8220;famílias de jogos&#8221;, jogo passa a ser analisado como uma unidade complexa, cujos elementos que o constituem - os jogadores, as condições externas, as estruturas motrizes e as regras do jogo - interagem entre si simultaneamente.</p>
<p>A partir dessas relações, é possível observar a aprendizagem de conceitos que além de serem específicos àquele jogo, passam a ser transferidos para outros jogos, de modo a influenciar positivamente as ações do jogador neste novo jogo, desde que entre esses jogos haja semelhanças dos padrões organizacionais e lógicos, ou seja, desde que eles pertençam à mesma uma &#8220;família de jogos&#8221;.</p>
<p>Scaglia (2003) dá a essas capacidades aprendidas e capazes de transferência para outros jogos, o nome de &#8220;emergências&#8221;, pelo fato de emergirem de um jogo para outro, de maneira a possibilitar adaptações positivas de aprendizagem de jogo para jogo.</p>
<p>Os Jogos Desportivos Coletivos podem, sob essa perspectiva, serem considerados como uma &#8220;família de jogos&#8221;, devido à presença de princípios em comum, que podem ser transferidos de uma modalidade para outra.</p>
<p>Essa característica de transferência de aprendizado, Bayer (1992) chama de <em>transfert. </em>Segundo o autor, essa transferência está associada principalmente aos fatores organizacionais que são comuns à maioria dos Jogos Desportivos Coletivos.</p>
<p>Esses fatores são denominados por Bayer (1992) de &#8220;Princípios Operacionais do Jogo&#8221;, que podem ser descritos por seis princípios que estão presentes à todas as modalidades desportivas coletivas com característica de invasão de campo, sendo esses princípios:</p>
<p style="center;"><strong>Ofensivos</strong></p>
<p style="center;">Manutenção da Posse de Bola;</p>
<p style="center;">Progressão da Bola e da Equipe ao Campo Adversário;</p>
<p style="center;">Finalização ao Alvo;</p>
<p style="center;"><strong>Defensivos</strong></p>
<p style="center;">Recuperação da Posse de Bola;</p>
<p style="center;">Impedir a Progressão da Bola e da Equipe ao Próprio Campo;</p>
<p style="center;">Proteção do Alvo;</p>
<p>Ao observar esses princípios destacados por Bayer (1992) e pensá-los para qualquer modalidade coletiva, podemos perceber a existência de cada um deles nessas modalidades, podendo portanto, concluir que o futebol, basquete, râguebi, hóquei, o handebol (dentre outras modalidades) podem ser considerados de uma mesma &#8220;família de jogos&#8221; sob a ótica organizacional.</p>
<p>No caso do handebol e do handebol de areia, isso fica ainda mais claro, principalmente por fatores ainda mais semelhantes os aproximarem, que os caracterizam como um jogo de handebol. Se você tem dúvida disso, veja o vídeo abaixo que mostra um pouco do que é o handebol de areia:</p>
<p align="center">[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=x3elnUlmYI4]</p>
<p align="center"><strong>Vídeo 5.</strong> Um Pouco de Handebol de Areia</p>
<p>Pensando sobre a lógica da &#8220;família de jogos&#8221; o handebol de areia e o &#8220;handebol de quadra&#8221; acabam por ser modalidades que, além da transferência dos aspectos organizacionais (princípios do jogo) apresentam a característica de serem jogos de bolas com as mãos, com um alvo que é protegido por uma área exclusiva (área do goleiro).</p>
<p>Seguindo a idéia defendida por Scaglia (2003), ambos, como jogos de uma mesma família (poderíamos usar o termo &#8220;jogo de bolas com as mãos&#8221;), são capazes de possibilitar ajustes de aprendizagem (emergências) que beneficiem tanto um jogo quanto o outro.</p>
<p>Portanto, o aprendizado do handebol é capaz de regular positivamente o handebol de areia (como é o caso hoje, que muitos jogadores de handebol acabam migrando para o handebol de areia) e o aprendizado do handebol de areia é capaz de regular positivamente a aprendizagem do handebol de quadra.</p>
<p><strong>Utilização Pedagógica da Lógica do Handebol de Areia para Aprendizagem do Handebol de Quadra:</strong></p>
<p>Conforme destacado na introdução desse artigo, analisaremos como a mudança do número de jogadores, a redução do tamanho da quadra e a possibilidade do goleiro fazer gols que valham 2 pontos, podem ser transferidas positivamente no processo pedagógico do handebol.</p>
<p>A aplicação de um jogo com as seguintes regras: jogo com 3 jogadores de quadra e 1 goleiro, em espaço reduzido, dando ao goleiro a possibilidade de marcar gols valendo 2 pontos; cria a demanda de um jogo com particularidades pedagógicas muito interessantes.</p>
<p>1. A realização de pequenos jogos em ambientes de treinamento e pedagogia do esporte amplia as possibilidades dos jogadores em vivenciar com maior especificidade as ações que o jogo formal (em nosso caso handebol de quadra);</p>
<p>2. O jogo é jogado com um número menor de jogadores, mas que cria a oportunidade de resolver os problemas do jogo de maneira bastante análoga ao jogo de handebol de quadra, pois, uma situação mínima de 3&#215;3 dá ao jogador em posse de bola, a oportunidade de, além de tomar atitudes táticas individuais, ter o apoio de mais de um jogador em sua equipe, tornando o jogo mais complexo do que, por exemplo, um jogo de 2&#215;2, em que as opções de apoio tornam-se limitadas, diminuindo o grau de dificuldade do jogo e tornando-o menos imprevisível;</p>
<p>3. A diminuição do tamanho da quadra em detrimento de um menor número de jogadores possibilita que a &#8220;intensidade tática&#8221; para execução das ações mantenha-se alta, pois uma quadra grande com poucos jogadores diminuiria a carga para a resolução dos problemas, enquanto que a quadra diminuída mantém essa carga em altos níveis, aproximando-o ao do jogo formal;</p>
<p>4. Reforçar o fato de que o goleiro pode realizar gols que valem dois pontos cria a possibilidade de o goleiro arriscar-se a jogar como jogadores de quadra, algo que o goleiro que joga o handebol de quadra também pode realizar - fato muitas vezes esquecido pelos Professores de handebol.</p>
<p>Com jogos que estimulem essa participação dos &#8220;goleiros&#8221; do jogo em atuar na linha, além de vivência das ações específicas do goleiro, o jogador também realiza as ações gerais do jogador de handebol, que consistem na participação das ações ofensivas e defensivas do jogo.</p>
<p>Esse é um ponto importantíssimo a ser destacado nesse artigo que trás a utilização de jogos análogos ao handebol de areia nas aulas de handebol, pois é uma forma de estimular a participação de alunos/atletas no gol, mas sem que haja o esquecimento do ensino das ações de quadra e, portanto, fugindo do problema da especialização precoce desses jogadores.</p>
<p>5. Ao estimular do goleiro a atuar na quadra, cria-se uma situação de sobrecarga numérica de jogadores de ataque em relação aos jogadores de defesa (4&#215;3), situação essa que facilita as ações ofensivas e dificulta as tomadas de decisão defensivas.</p>
<p style="center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-228" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/07/handebol-de-quadra-atuacao-do-goleiro-4x3.png" alt="" width="437" height="235" /></p>
<p align="center"><strong>Figura 4.</strong> Estrutura do Jogo com a Atuação do Goleiro como Jogador de Quadra.</p>
<p>Dessa forma, é um estímulo aos jogadores de defesa procurar melhores opções defensivas (bom para a etapa de adaptação da marcação individual para a marcação em zona).</p>
<p>Do ponto de vista ofensivo, esses jogos mostram como a sobrecarga numérica é algo importante de ser buscada no ataque, criando a possibilidade dos alunos transferirem ações coletivas que potencializem a situação de sobrecarga numérica em outros jogos (como o próprio handebol formal) vivenciados no processo de ensino-aprendizagem.</p>
<p><strong>Conclusões:</strong></p>
<p>Tendo em vista um processo pedagógico do handebol de qualidade, deve-se potencializar a utilização de jogos que cujas &#8220;emergências&#8221; aprendidas sejam capazes de ser transferidas para outros jogos, e dentre eles o próprio handebol.</p>
<p>Conhecer o handebol de areia e analisá-lo como mais um jogo da &#8220;família de jogo de bolas com as mãos&#8221;, pode possibilitar a utilização de regras semelhantes para a criação de jogos que estimulem novas situações a ocorrerem naturalmente no percurso do jogo, possibilitando o exercício da criatividade e da solução de problemas semelhantes aos presentes no handebol de quadra.</p>
<p><strong>Bibliografia:</strong></p>
<p>BAYER, Claude. <em>La Enseñanza de los Juegos Deportivos Colectivos</em>. 2. ed. Barcelona: Hispano Europea, 1992.</p>
<p>SCAGLIA, Alcides José. O <em>Futebol e os jogos/brincadeiras de bola com os pés: todos semelhantes, todos diferentes.</em> Tese (Doutorado) - Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Educação Física, Campinas, 2003. [<a href="http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000313822"  target="_blank" rel="nofollow">clique aqui</a>]</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>O Brasil em Pequim</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/07/o-brasil-em-pequim/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Jul 2008 17:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Marcio da Rocha Magliano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, Amigos do Handebol.
Falta pouco mais de uma semana para os Jogos Olímpicos de Pequim e nós, mais uma vez, conseguimos classificar nossas duas equipes. Ao contrário do Basquete, que mais uma vez ficou de fora, o Handebol vem solidificando a hegemonia das américas e, conseqüentemente, garantindo presença na competição mais importante do planeta.
É claro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, Amigos do Handebol.</p>
<p>Falta pouco mais de uma semana para os <a href="http://en.beijing2008.cn/"  rel="nofollow">Jogos Olímpicos de Pequim</a> e nós, mais uma vez, conseguimos classificar nossas duas equipes. Ao contrário do Basquete, que mais uma vez ficou de fora, o Handebol vem solidificando a hegemonia das américas e, conseqüentemente, garantindo presença na competição mais importante do planeta.</p>
<p>É claro que a distância entre as maiores potências mundiais e o Brasil ainda existe, mas vem diminuindo constantemente. Visto que nas Olimpíadas são apenas 12 equipes, só tem pedreira. No masculino enfrentaremos nada menos que França, Croácia, Polônia, Espanha e China, já as meninas terão pela frente a Alemanha, Hungria, Rússia, Coréia e Suécia.</p>
<p>As emissoras <a href="http://redeglobo.globo.com/"  rel="nofollow">Rede Globo</a>, <a href="http://globosat.globo.com/sportv"  rel="nofollow">Sportv</a>, <a href="http://www.band.com.br">Bandeirantes</a>, <a href=" http://www.bandsports.com.br" rel="nofollow">BandSports</a>, <a href="http://www.espn.com.br">ESPN e ESPN Brasil</a> compraram os direitos de transmissão, mas ainda não divulgaram exatamente o que transmitirão, portanto, fiquem atentos. Aí estão as datas e horários dos jogos, já com o horário convertido para o fuso de Brasília.</p>
<p><strong>Vamos torcer!</strong></p>
<p><strong>09/08</strong><br />
09:45 Alemanhã x Brasil (F)</p>
<p><strong>10/08</strong><br />
03:00 França x Brasil (M)<br />
23:45 Brasil x Hungria (F)</p>
<p><strong>11/08</strong><br />
22:00 Brasil x Croácia (M)</p>
<p><strong>12/08</strong><br />
22:00 Brasil x Rússia (F)</p>
<p><strong>13/08</strong><br />
22:00 Polônia x Brasil (M)</p>
<p><strong>14/08</strong><br />
23:45 Brasil x Coréia (F)</p>
<p><strong>15/08</strong><br />
22:00 Brasil x China (M)</p>
<p><strong>16/08</strong><br />
22:00 Suécia x Brasil (F)</p>
<p><strong>17/08</strong><br />
23:45 Brasil x Espanha (M)</p>
<p><em>Grande abraço</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Beach Handball brasileiro se mantém na elitel</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/07/beach-handball-brasileiro-se-mantem-na-elitel/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 14:46:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prof. Marcio da Rocha Magliano</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Hand Beach]]></category>

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		<description><![CDATA[O Beach Handball Brasileiro encerrou a sua participação no Campeonato Mundial da Espanha (o primeiro na europa) com duas medalhas. Prata no masculino, perdendo pra Croácia e bronze no feminino, superando a Itália.
O Handebol de Areia é mais um desporto no qual o Brasil se encontra entre os melhores. Após o título mundial em 2006, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Beach Handball Brasileiro encerrou a sua participação no Campeonato Mundial da Espanha (o primeiro na europa) com duas medalhas. Prata no masculino, perdendo pra Croácia e bronze no feminino, superando a Itália.</p>
<p>O Handebol de Areia é mais um desporto no qual o Brasil se encontra entre os melhores. Após o título mundial em 2006, no Rio de Janeiro, nos dois naipes, o país conseguiu novamente medalhas importantíssimas para a modalidade. O Beach Handball é um esporte ainda muito novo e a IHF (Federação Internacional de Handebol) está batalhando para que se torne um esporte olímpico, fato que certamente alavancaria o desporto de maneira incrível.</p>
<p>Infelizmente, por aqui temos a cultura de apenas valorizar o ouro, mas nós devemos aprender a valorizar também esses excelentes resultados conquistados por nossos atletas da areia. Enquanto o Handebol de quadra ainda não nos deu nenhuma medalha em competições mundiais, na areia estamos nos consagrando, cada vez mais, como uma potência.</p>
<p>Parabéns, Brasil!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Detectar Talentos ou Formá-los? - Um Estudo de Caso</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/06/detectar-talentos-ou-forma-los-um-estudo-de-caso/</link>
		<comments>http://handebolbrasil.net/2008/06/detectar-talentos-ou-forma-los-um-estudo-de-caso/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2008 14:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dificuldades e Esforços]]></category>

		<category><![CDATA[Experiências]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>

		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho tido contato, a partir de uma lista de discussão do Centro Esportivo Virtual (CEV) - www.cev.com.br - no qual participo de uma lista de discussões sobre voleibol, com o tema &#8220;Detecção de Talentos&#8221;.
O argumento básico de qualquer um que tenha como principal objetivo a conquista de resultados imediatos é de que se faz necessário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho tido contato, a partir de uma lista de discussão do Centro Esportivo Virtual (CEV) - www.cev.com.br - no qual participo de uma lista de discussões sobre voleibol, com o tema &#8220;Detecção de Talentos&#8221;.</p>
<p>O argumento básico de qualquer um que tenha como principal objetivo a conquista de resultados imediatos é de que se faz necessário detectar talentos na escola a partir de testes que mostrem o perfil biológico dos alunos. A através da idéia de que após esses dados serem tabelados, torna-se possível fazer um comparativo com um banco de dados e verificar aqueles que são acima da média populacional (na realidade, a média não é exatamente o índice utilizado para esse tipo de pesquisa).</p>
<blockquote><p><span id="more-130"></span><em>Digo antes de me alongar no assunto que defendo a integridade da escola como local de socialização de conhecimentos e não abro mão da aula de educação física em detrimento de escolinhas de esporte e muito menos para utilização de projetos de &#8220;detecção de talentos&#8221;. O espaço da escola não é para isso.</em></p></blockquote>
<p>Detectar índices a partir de testes biológicos pode, com certeza, auxiliar no processo de encontrar pontos fora da curva para aqueles determinados testes, porém, será que basta isso para determinar se aquela criança é um potencial talento? Será que esses testes com características tão fechadas e fragmentadas realmente tem alguma serventia?</p>
<p><!--more--><!--[if gte vml 1]&amp;gt; &amp;lt;![endif]-->Trago em discussão, dessa forma, o tema já tratado no artigo intitulado <a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/03/03/metafora-do-balde/"  target="_blank" rel="nofollow">A Metafora do Balde</a>, no qual descrevo a importância que os fatores biológicos advindos da idéia do inatismo, como por exemplo, a estatura e a estrutura muscular potencial de uma criança e a velocidade, têm para a boa formação esportiva, porém não depositando as fichas de que apenas isso é necessário. Pois além desses fatores, o desenvolvimento cognitivo do aluno, para a resposta aos problemas que o jogo lhe impõe, através de uma metodologia de ensino que valorize essa característica, sem contar nas questões sociais, emocionais, psicológicas e a complexidade de relações entre essas capacidades inerentes a todos ser humano, são necessárias.</p>
<p>Dessa forma, pensar que talentos podem ser encontrados através de testes motores é excluir a idéia de que o ser humano é bem mais complexo do que correr, saltar, alongar e empurrar - protocolo da maioria desses testes.</p>
<p>Outro agravante - em menor grau, em minha opinião - e o fato de que fatores maturacionais podem por vezes interferir nesses testes apontando como &#8220;talento&#8221; apenas uma criança com índices maturacionais desenvolvidos de forma prematura em relação à sua faixa etária, desenvolvendo por vezes índices de força maior que outros, o que com certeza irá alterar os resultados dos testes utilizados.</p>
<p>Quantas vezes, não tivemos um aluno em nossas mãos que de antemão, devido ao seu &#8220;talento&#8221;, traçamos seu futuro como esportista, acreditando que ele faria do handebol o seu futuro devido ao grande diferencial que ele possui entre os jogadores de sua categoria, mas que com o passar dos anos, passa a ser apenas &#8220;mais um&#8221; dentro do quadro de jogadores de handebol da região?</p>
<p>Geralmente esse desapontamento ocorre pelo fato de deixar à regalia do próprio aluno a aprendizagem do handebol, pois a velha máxima &#8220;em time que ganha não se mexe&#8221; passa a prevalecer, agora sob outra ótica: &#8220;se o jogador é talentoso, melhor não atrapalhar&#8221;.</p>
<p>Ora, isso é abrir mão de nosso papel como professores/treinadores de handebol. É por isso que &#8220;jovens talentos&#8221; por vezes acabam não chegando aos níveis de jogo esperado.</p>
<p>Um dos maiores crimes que cometemos no handebol é termos em mão um jovem jogador &#8220;talentoso&#8221; - entendam, mas alto que a média de sua idade, mais forte que a média de sua idade, mais coordenado que a média da sua idade, com maior capacidade reativa que a média da sua idade - e darmos para ele a seguinte incumbência em treinos e jogos: &#8220;bate pra dentro e arremessa&#8221; fazendo-o dessa forma achar que jogar handebol é isso: &#8220;receber a bola, dar três passadas, saltar e arremessar&#8221;.</p>
<p>Lembro uma vez que uma jovem jogadora com essas característica que se destacavam na sua categoria, passou um breve período de 2 anos jogando numa equipe em que trabalhei.</p>
<p>Era uma jogadora de idade cadete, mas que jogava também no juvenil - era de longe a jogadora com maior potencial físico também dessa categoria -, júnior e adulto, nessas duas últimas equipes era ainda uma jogadora reserva, mas que entrava com freqüência nos jogos.</p>
<p>Lembro-me que o seu papel na equipe cadete era &#8220;bater pra dentro e arremessar&#8221;, sendo constantemente incentivada pela sua treinadora da categoria para jogar dessa forma, ou seja, resolver o jogo.</p>
<p>Na categoria juvenil, na qual era também titular, e poderia perfeitamente ser a grande responsável por &#8220;levar a equipe nas costas&#8221;, a postura de sua treinadora era diferente. Nessa equipe apesar de sua potencialidade em &#8220;resolver o jogo&#8221; a treinadora tinha por objetivo ensiná-la a jogar handebol pensando no seu futuro como jogadora, e não no seu atual momento como jogadora de uma equipe Juvenil.</p>
<p>Essa jogadora sofria um grande conflito quando jogava pela equipe mais jovem, sendo destinada a &#8220;bater pra dentro e arremessar&#8221; e por vezes, quando resolvia tentar colocar em prática um jogo mais coletivo - devido ao treinamento da categoria juvenil, onde era estimulada a jogar dessa forma - era automaticamente repreendida pela treinadora da equipe cadete e destinada a &#8220;bater pra dentro e arremessar&#8221;.</p>
<p>Uma pena o conflito que essa jogadora sofria.</p>
<p>Eu era um de seus incentivadores no sentido de direcioná-la a dar mais atenção para as instruções da treinadora da equipe juvenil, que sabiamente a estimulava a aprender a jogar mais com o grupo, pois a treinadora sabia que essa &#8220;diferença&#8221;, predominantemente física, que a jogadora possuía não seria mais relevante, ao passar dos anos.</p>
<p>Uma treinadora caminhava pelo paradigma da &#8220;detecção de talentos&#8221; e a outra caminhava pelo paradigma da &#8220;formação do talento&#8221;.</p>
<p>Digo, definitivamente, que incondicionalmente valorizo a segunda professora.</p>
<p>Sábia professora!</p>
<p>Pensemos sobre esse assunto!</p>
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		<title>Artigos e materiais para Estudo</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/05/artigos-e-materiais-para-estudo/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 13:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Simões</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Salve, salve queridos amigos do handebol. Estou postando após algum tempo out do mundo handebolístico para repassar um link muito importante. Tenho certeza que a maioria de vocês que estudam já conhecem, mas para os que estão a procura é uma ótima sugestão.
MANUAL PARA GOLEIROS, ARTIGOS SOBRE DEFESA, ATAQUE, TÁTICA E ETC
Aos fãs do site, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Salve, salve queridos amigos do handebol. Estou postando após algum tempo out do mundo handebolístico para repassar um link muito importante. Tenho certeza que a maioria de vocês que estudam já conhecem, mas para os que estão a procura é uma ótima sugestão.</p></blockquote>
<p><strong><a href="http://www.ligahand.com.br/confe/biblioteca.php"  title="Clique para ver os artigos" target="_blank" rel="nofollow">MANUAL PARA GOLEIROS, ARTIGOS SOBRE DEFESA, ATAQUE, TÁTICA E ETC</a></strong></p>
<p>Aos fãs do site, agradeço imensamente o carinho nos e-mails que respondo dentro das minhas possibilidades. Estou trabalhando na nova versão do site que dará maiores opções para que juntos cresçamos no esporte. Por esse motivo estou um pouco afastado da criação dos vídeos educativos e artigos sequenciais e mensais, assim como o handcast</p>
<p>Conto com a grande equipe de autores voluntários para que  continuem alimentando o site com artigos de qualidade e convido também os leitores a participar das discussões. O HandCast também virá com tudo para nossa próxima versão.</p>
<p>Que o trabalho voluntário de todos nós em prol do esporte possa gerar bons frutos. Conto com vocês.</p>
<p>E lembrem-se sempre:</p>
<p><strong><br />
<blockquote>Conhecimento não compartilhado é conhecimento desperdiçado.</p></blockquote>
<p></strong></p>
<p><strong><em>Um abraço!<br />Thiago Simões</em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Basta ser jogo? O Jogo na Pedagogia do Esporte</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/04/basta-ser-jogo-o-jogo-na-pedagogia-do-esporte/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Apr 2008 12:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>

		<category><![CDATA[Dificuldades e Esforços]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>

		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Venho defendendo incessantemente neste espaço a valorização do jogo como ferramenta necessária e central do processo pedagógico do esporte.
Em todo texto que trato do assunto, destaco a importância do jogo, uma vez que através de sua capacidade de ascensão ao lúdico, é capaz de tornar o ambiente de aula desafiante, motivador o que faz os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img width="500" height="146" src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/files/2008/04/tirinha-calvin.png?w=500" /></div>
<p>Venho defendendo incessantemente neste espaço a valorização do jogo como ferramenta necessária e central do processo pedagógico do esporte.</p>
<p>Em todo texto que trato do assunto, destaco a importância do jogo, uma vez que através de sua capacidade de ascensão ao lúdico, é capaz de tornar o ambiente de aula desafiante, motivador o que faz os alunos/atletas mergulharem dentro de sua lógica, buscando resolver os problemas impostos afim de conseguir alcançar êxito através do indissociável binômio técnica/tática inerente ao handebol.</p>
<p>No entanto, em recente discussão em meu ambiente (extremamente rico) de trabalho no &#8220;Projeto Campus Pelé&#8221; no qual faço de tudo um pouco - trabalho no setor de informação e inteligência velejando pela área da pedagogia do esporte, desenvolvendo textos para a &#8220;universidade do futebol&#8221;, filmando treinos, analisando partidas - percebi a importância que a discussão sobre o jogo como ferramenta pedagógica deve ter, uma vez que a utilização de jogos pode servir apenas para tapar buracos metodológicos. Ou seja: &#8220;se não sei o que fazer, então vou lá e dou um joguinho&#8221;.</p>
<p><img src="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/wp-includes/js/tinymce-119/plugins/wordpress/img/trans.gif" />A tirinha do Calvin que inicia este artigo vem fazer a crítica a esse pensamento. Um jogo, cuja razão de existir é sem importância para o jogador, cujas regras são mal construídas, cujos objetivos não tenham clareza com a proposta da aula, não terá em si a existência do apelo à ludicidade, a presença do desafio, da auto-superação. Portanto, o aluno não irá jogá-lo, ou, se o fizer, estará ali executando uma tarefa que não terá finalidade com o treino, ou seja, mesmo tendo a ?cara de jogo?, este será vazio.</p>
<p>Dessa forma, destaco com essa tirinha que não basta a atividade ter a estrutura do jogo, pois mesmo que o desafio seja lançado - &#8220;Estou pensando em um número entre 1 e 7 bilhões, tente adivinhar?&#8221; - caso ele não seja realmente significativo ao jogador, o interesse logo acabará e o jogo não mais existirá. O pensamento do professor que usou o jogo em sua aula será: &#8220;Qual é o problema, vocês não gostam de jogos?&#8221;</p>
<p>Conclusão, o emprego equivocado do jogo, apenas como um momento isolado da aula, sem sua verdadeira função pedagógica retornará uma resposta que poderá ser negativa para o planejamento da aula. Isso pode acarretar um julgamento precipitado de que &#8220;ensinar pelo jogo não dá certo&#8221; - o que geralmente pregam os tradicionalistas do ensino do handebol.</p>
<p>Ora, de quem será realmente o problema? Da metodologia ou do professor? Devemos nos atentar a isso, inclusive em nossa própria ação pedagógica.</p>
<p>Destaco, portanto: devemos usar o jogo, porém não fazendo dele parte isolada e descontextualizada da aula, mas sendo ele a aula em si, aproveitando o momento onde está latente a necessidade de resolver os problemas para propor novos desafios a partir da dimensão estratégico-tática do jogo.</p>
<p>Para isso podemos usar jogos adaptados do jogo formal, jogos pré-desportivos, espaços reduzidos ou amplificados, sobrecarga ou menor carga numérica de jogadores, diferentes tipos e quantidades de implementos, alvos e número de equipes. Em fim, é surpreendente como com toda a riqueza de possibilidades pedagógicas do jogo, ainda assim, somos capazes de deslizar e perder essa ferramenta tão importante na pedagogia dos esportes coletivos.</p>
<p>Portanto, não basta ser jogo! Ele tem que fazer parte do processo pedagógico de maneira significativa e central.</p>
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		<title>Análise do Jogo como Ferramenta Pedagógica</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/03/analise-do-jogo-como-ferramenta-pedagogica/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 14:37:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>

		<category><![CDATA[Experiências]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem muitas interpretações e manifestações para o ato de analisar o jogo. Alguns o chamam de scout quantitativo (passes certos, passes errados, etc..), outros o fazem apenas pela observação de vídeos, através de anotação de &#8220;lances do jogo&#8221; em campinhos sobre uma folha de papel, ou até mesmo através de sofisticados softwares computacionais que analisam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem muitas interpretações e manifestações para o ato de analisar o jogo. Alguns o chamam de scout quantitativo (passes certos, passes errados, etc..), outros o fazem apenas pela observação de vídeos, através de anotação de &#8220;lances do jogo&#8221; em campinhos sobre uma folha de papel, ou até mesmo através de sofisticados softwares computacionais que analisam o comportamento dos jogadores no momento do jogo.</p>
<p>Todas essas manifestações da análise do jogo são válidas, já que a preocupação em analisar o jogo sob uma perspectiva de &#8220;encontrar&#8221; indicativos que nos auxiliem no planejamento de aulas está embutida em todas.</p>
<p>No entanto, a análise do jogo pode ser dotada de outra perspectiva, tanto com relação aos seus objetivos quanto aos analisadores do jogo. Imaginem a analisar os jogos que são elaborados nas aulas sob a perspectiva do jogador aprendiz!</p>
<p>A idéia de suscitar aos próprios alunos analisarem o jogo/atividade da aula torna o ambiente de aprendizagem ainda mais rico, uma vez que eles passam a aprender a avaliar o jogo e a qualidade de atuação dos jogadores neste ambiente, bem como passam a compreender a importância de serem avaliados, sob uma perspectiva que fuja da idéia punitiva, como por exemplo, acontece muitas vezes em equipes de alto rendimento (ou infelizmente até mesmo no handebol escolar ou de categorias de base, já competitivas), que fazem os jogadores se preocupem mais com o scout do que com o jogar, reduzindo este momento de prazer, superação, cooperação, aprendizagem e &#8220;mergulho&#8221; no ato de jogar, para um momento onde eles são cosntantemente vigiados tendo suas atuações reduzidas apenas a números. (ler mais sobre o assunto relativo ao &#8220;vigiar e punir&#8221; em FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.)</p>
<p><span id="more-126"></span> O mais importante, porém é salientar a importância de que esse tipo de análise possa e deve ser feita não só no ambiente de jogo formal, mas em qualquer atividade jogada que tenha imputada a lógica dos Jogos Coletivos baseadas, por exemplo, nos princípios operacionais do jogo citados por Bayer (1992) - ver mais sobre utilização pedagógica dos princípios do jogo [<a href="http://pedagogiadohandebol.wordpress.com/2008/01/08/sou-professor-de-handebol-na-iniciacao-e-agora/"  rel="nofollow">aqui</a>] -, tornando o momento de análise mais aberto e mais provável nos ambientes de iniciação ao handebol.</p>
<p>Um passo importante para isso seria a construção em conjunto de modelos de análise do jogo, pautada em várias formas de análise, mas que, de acordo com Leonardo (2005) tenham como preocupação a inserção de categorias de análise que se refiram a:</p>
<p>(1) As &#8220;razões do fazer&#8221; (elementos táticos, movimentações);</p>
<p>(2) O &#8220;como fazer&#8221; (elementos técnicos do jogo - passes, arremessos, fintas);</p>
<p>(3) O local das ações (campo de ataque, campo de defesa, lado esquerdo, lado direito, centro da quadra); e</p>
<p>(4) Aspectos relacionados à cronologia das ações (seqüências de ações em relação ao tempo do jogo e ordem de ocorrência).</p>
<p>A partir dessas características presentes e do envolvimento dos alunos na construção e utilização das ferramentas desenvolvidas, a última etapa é a socialização das análises entre os alunos e com a intermediação do professor/treinador, gerando discussões e possibilitando a ascensão das análises para um plano mais crítico e que possibilite a compreensão do jogo e de diferentes formas de atuação e variação dessa atuação, tendo como meio reflexivo as análises feitas pelos próprios alunos.</p>
<p>Essa é uma estratégia viável e que pode ser realizada num dia específico da semana, que pode ser chamado, por exemplo, de &#8220;o dia das análises&#8221;, criando a expectativa e o costume da utilização de ferramentas dessa natureza no ambiente de aula.</p>
<p><strong>Bibliografia</strong></p>
<p>BAYER, Claude. <em>La Enseñanza de los Juegos Deportivos Colectivos</em>. 2. ed. Barcelona: Hispano Europea, 1992.</p>
<p>FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.</p>
<p>LEONARDO, Lucas. O desenvolvimento de modelos de análise do jogo através da compreensão do jogo. (42f.) - Trabalho de Conclusão de Curso (graduação) - Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas, 2005. [<a href="http://pedagogiadohandebol.files.wordpress.com/2008/01/desenvolvimentodemodelosdeanalisedojogo.pdf"  rel="nofollow">clique aqui</a>]</p>
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		<title>Metáfora do Balde - Influência do ambiente de ensino sobre o potencial genético</title>
		<link>http://handebolbrasil.net/2008/02/metafora-do-balde-influencia-do-ambiente-de-ensino-sobre-o-potencial-genetico/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Feb 2008 09:52:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Leonardo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Iniciação]]></category>

		<category><![CDATA[Treinamento]]></category>

		<category><![CDATA[Tático]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando tratamos do tema ?ensino do esporte?, muitas vezes tendemos a cair numa realidade que vem sendo questionada pela evolução do estudos da Pedagogia do Esporte que é acreditar que talento é algo inato, próprio de cada um, determinado pelas suas características genéticas/hereditárias.
Nós como professores, muitas vezes deixamos de lado nosso potencial de ensinar uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando tratamos do tema ?ensino do esporte?, muitas vezes tendemos a cair numa realidade que vem sendo questionada pela evolução do estudos da Pedagogia do Esporte que é acreditar que talento é algo inato, próprio de cada um, determinado pelas suas características genéticas/hereditárias.</p>
<p>Nós como professores, muitas vezes deixamos de lado nosso potencial de ensinar uma pessoa, tendo única e exclusiva atenção a idéia de buscar talentos e de acordo com nosso interesse iniciar um certo controle de sua vida, indicando para grupos de treinamento avançado, equipes e outras possibilidades.</p>
<p>Isso está associado a uma idéia conhecida com a ?metáfora do balde?. Nela, acredita-se que ao nascer, cada um tem consigo um balde vazio, sendo a vida o momento em que esse balde deverá ser preenchido. Aquele que nasce com um balde maior será aquele que irá despontar como um talento, devendo apenas ser encontrado e encaminhando para a finalidade que seu grande balde o conduz.</p>
<p>Ora, nossa função de professores está aonde dentro dessa teoria? Se o tamanho do balde determina o potencial individual, ensinar pra que?</p>
<p>Com outro ponto de vista, o aluno que é socialmente concebido como talentoso, graças à genética, terá que estímulo para aprender?</p>
<p>Complementando a idéia dessa metáfora, temos um fator importantíssimo na formação pessoal e também esportiva das pessoas: a necessidade de encher esse balde, afinal, um balde grande realmente nos dará mais condições de preenchê-lo, seja com coisas boas, seja com coisas ruins e isso definitivamente será um fator imprescindível no desenvolvimento da inteligência de jogo de nossos alunos.</p>
<p>Se um aluno com um grande balde possui um grande potencial genético/hereditário, esse potencial pode ser duramente influenciado pela falta de direcionamento no ensino.</p>
<p>Paralelamente, mesmo não tendo um balde tão grande, outro aluno nosso, através do direcionamento pautado em metodologias que desenvolvam sua capacidade de resolver problemas (inteligência) conseguirá agregar um conteúdo capaz de equipará-lo àquele com grande balde e pouco conteúdo de qualidade dentro dele.</p>
<p>Isso significa que ao invés da busca incessante de alunos com grandes baldes, devemos nos preocupar com um preenchimento qualitativo desse balde, pois assim capacitaremos os baldes não tão grandes e potencializaremos toda a capacidade daqueles com baldes maiores. No fim, teremos um leque de alunos com boa capacidade de jogo, inteligência e possibilidade de jogar bem o handebol.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<p>LEITÃO, Rodrigo Aparecido Azevedo. É possível formar Pelés? Implicações na tática do jogo. Site Cidade do Futebol [<a href="http://cidadedofutebol.uol.com.br/Cidade/Site/Artigo/Materia.aspx?idartigo=8037"  rel="nofollow">clique aqui</a>]</p>
<p>Projeto Campus Pelé. O Manual do Atleta Inteligente. (Não Publicado)</p>
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