jun 30

Tenho tido contato, a partir de uma lista de discussão do Centro Esportivo Virtual (CEV) - www.cev.com.br - no qual participo de uma lista de discussões sobre voleibol, com o tema “Detecção de Talentos”.

O argumento básico de qualquer um que tenha como principal objetivo a conquista de resultados imediatos é de que se faz necessário detectar talentos na escola a partir de testes que mostrem o perfil biológico dos alunos. A através da idéia de que após esses dados serem tabelados, torna-se possível fazer um comparativo com um banco de dados e verificar aqueles que são acima da média populacional (na realidade, a média não é exatamente o índice utilizado para esse tipo de pesquisa).

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Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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abr 29

Venho defendendo incessantemente neste espaço a valorização do jogo como ferramenta necessária e central do processo pedagógico do esporte.

Em todo texto que trato do assunto, destaco a importância do jogo, uma vez que através de sua capacidade de ascensão ao lúdico, é capaz de tornar o ambiente de aula desafiante, motivador o que faz os alunos/atletas mergulharem dentro de sua lógica, buscando resolver os problemas impostos afim de conseguir alcançar êxito através do indissociável binômio técnica/tática inerente ao handebol.

No entanto, em recente discussão em meu ambiente (extremamente rico) de trabalho no “Projeto Campus Pelé” no qual faço de tudo um pouco - trabalho no setor de informação e inteligência velejando pela área da pedagogia do esporte, desenvolvendo textos para a “universidade do futebol”, filmando treinos, analisando partidas - percebi a importância que a discussão sobre o jogo como ferramenta pedagógica deve ter, uma vez que a utilização de jogos pode servir apenas para tapar buracos metodológicos. Ou seja: “se não sei o que fazer, então vou lá e dou um joguinho”.

A tirinha do Calvin que inicia este artigo vem fazer a crítica a esse pensamento. Um jogo, cuja razão de existir é sem importância para o jogador, cujas regras são mal construídas, cujos objetivos não tenham clareza com a proposta da aula, não terá em si a existência do apelo à ludicidade, a presença do desafio, da auto-superação. Portanto, o aluno não irá jogá-lo, ou, se o fizer, estará ali executando uma tarefa que não terá finalidade com o treino, ou seja, mesmo tendo a ?cara de jogo?, este será vazio.

Dessa forma, destaco com essa tirinha que não basta a atividade ter a estrutura do jogo, pois mesmo que o desafio seja lançado - “Estou pensando em um número entre 1 e 7 bilhões, tente adivinhar?” - caso ele não seja realmente significativo ao jogador, o interesse logo acabará e o jogo não mais existirá. O pensamento do professor que usou o jogo em sua aula será: “Qual é o problema, vocês não gostam de jogos?”

Conclusão, o emprego equivocado do jogo, apenas como um momento isolado da aula, sem sua verdadeira função pedagógica retornará uma resposta que poderá ser negativa para o planejamento da aula. Isso pode acarretar um julgamento precipitado de que “ensinar pelo jogo não dá certo” - o que geralmente pregam os tradicionalistas do ensino do handebol.

Ora, de quem será realmente o problema? Da metodologia ou do professor? Devemos nos atentar a isso, inclusive em nossa própria ação pedagógica.

Destaco, portanto: devemos usar o jogo, porém não fazendo dele parte isolada e descontextualizada da aula, mas sendo ele a aula em si, aproveitando o momento onde está latente a necessidade de resolver os problemas para propor novos desafios a partir da dimensão estratégico-tática do jogo.

Para isso podemos usar jogos adaptados do jogo formal, jogos pré-desportivos, espaços reduzidos ou amplificados, sobrecarga ou menor carga numérica de jogadores, diferentes tipos e quantidades de implementos, alvos e número de equipes. Em fim, é surpreendente como com toda a riqueza de possibilidades pedagógicas do jogo, ainda assim, somos capazes de deslizar e perder essa ferramenta tão importante na pedagogia dos esportes coletivos.

Portanto, não basta ser jogo! Ele tem que fazer parte do processo pedagógico de maneira significativa e central.

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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fev 28

Quando tratamos do tema ?ensino do esporte?, muitas vezes tendemos a cair numa realidade que vem sendo questionada pela evolução do estudos da Pedagogia do Esporte que é acreditar que talento é algo inato, próprio de cada um, determinado pelas suas características genéticas/hereditárias.

Nós como professores, muitas vezes deixamos de lado nosso potencial de ensinar uma pessoa, tendo única e exclusiva atenção a idéia de buscar talentos e de acordo com nosso interesse iniciar um certo controle de sua vida, indicando para grupos de treinamento avançado, equipes e outras possibilidades.

Isso está associado a uma idéia conhecida com a ?metáfora do balde?. Nela, acredita-se que ao nascer, cada um tem consigo um balde vazio, sendo a vida o momento em que esse balde deverá ser preenchido. Aquele que nasce com um balde maior será aquele que irá despontar como um talento, devendo apenas ser encontrado e encaminhando para a finalidade que seu grande balde o conduz.

Ora, nossa função de professores está aonde dentro dessa teoria? Se o tamanho do balde determina o potencial individual, ensinar pra que?

Com outro ponto de vista, o aluno que é socialmente concebido como talentoso, graças à genética, terá que estímulo para aprender?

Complementando a idéia dessa metáfora, temos um fator importantíssimo na formação pessoal e também esportiva das pessoas: a necessidade de encher esse balde, afinal, um balde grande realmente nos dará mais condições de preenchê-lo, seja com coisas boas, seja com coisas ruins e isso definitivamente será um fator imprescindível no desenvolvimento da inteligência de jogo de nossos alunos.

Se um aluno com um grande balde possui um grande potencial genético/hereditário, esse potencial pode ser duramente influenciado pela falta de direcionamento no ensino.

Paralelamente, mesmo não tendo um balde tão grande, outro aluno nosso, através do direcionamento pautado em metodologias que desenvolvam sua capacidade de resolver problemas (inteligência) conseguirá agregar um conteúdo capaz de equipará-lo àquele com grande balde e pouco conteúdo de qualidade dentro dele.

Isso significa que ao invés da busca incessante de alunos com grandes baldes, devemos nos preocupar com um preenchimento qualitativo desse balde, pois assim capacitaremos os baldes não tão grandes e potencializaremos toda a capacidade daqueles com baldes maiores. No fim, teremos um leque de alunos com boa capacidade de jogo, inteligência e possibilidade de jogar bem o handebol.

Referências

LEITÃO, Rodrigo Aparecido Azevedo. É possível formar Pelés? Implicações na tática do jogo. Site Cidade do Futebol [clique aqui]

Projeto Campus Pelé. O Manual do Atleta Inteligente. (Não Publicado)

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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out 19

Como avaliar se seu goleiro vem jogando bem? Como avaliar se sua postura em treinamentos é a mesma em partidas?

Uma maneira bastante válida para analisar o goleiro de handebol é a utilização do conhecido Scout.

Alguns trabalhos, sobretudo de Greco (2002) trazem para nós profissionais e professores do handebol algumas dicas bem válidas de como analisar as ações de um goleiro de handebol.

No capítulo ?Modelos de Avaliação do Comportamento técnico-tático do goleiro de handebol? da obra ?Caderno do Goleiro de Handebol?, Greco (2002) ressalta diversas formas de analisar índices do goleiro em partidas, formas de análise que podem ser adaptados tranquilamente para treinos específicos ou não dos Goleiros de sua equipe.

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Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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set 23

O goleiro sempre foi de vital importância para uma equipe no jogo de handebol. Popularmente, e até exageradamente, costuma-se afirmar que ele é ?meio time?. Neste artigo serão apresentadas informações para ajudar na formação desse que é o “primeiro atacante” e ?fica lá atrás recebendo boladas?.

Além de defender as bolas arremessadas ao gol, estão entre as suas funções básicas: orientar sua defesa quanto à localização do pivô e possíveis coberturas; iniciar os contra-ataques nos mais variados tipos; sair da sua área para possível recepção de bola, interceptação de contra-ataques e cobranças de infrações e laterais próximos à sua área; manter o equilíbrio emocional da equipe.

As principais características são: altura; envergadura; coragem; visão periférica; equilíbrio emocional; coordenação motora; resistência anaeróbia alática; resistência aeróbia; flexibilidade; velocidade (de membros, reação, deslocamento).

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Cordialmente escrito por: Dilton de Jesus

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