ago 12

Introdução:

Você conhece o handebol de areia? Você sabia que o Brasil é uma das principais seleções (masculinas e femininas) nessa modalidade? Pois é, além de muitos títulos mundiais, na última edição da competição mundial, a equipe feminina saiu com um 3º lugar e a maculina com a Prata, mostrando assim que a cada ano a equipe tem conseguido se manter na elite mundial da modalidade.

O Handebol de areia é uma modalidade que, apesar de carregar o nome “handebol” possui diferenças significativas se comparada ao “handebol de quadra”.

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Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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fev 28

Quando tratamos do tema ?ensino do esporte?, muitas vezes tendemos a cair numa realidade que vem sendo questionada pela evolução do estudos da Pedagogia do Esporte que é acreditar que talento é algo inato, próprio de cada um, determinado pelas suas características genéticas/hereditárias.

Nós como professores, muitas vezes deixamos de lado nosso potencial de ensinar uma pessoa, tendo única e exclusiva atenção a idéia de buscar talentos e de acordo com nosso interesse iniciar um certo controle de sua vida, indicando para grupos de treinamento avançado, equipes e outras possibilidades.

Isso está associado a uma idéia conhecida com a ?metáfora do balde?. Nela, acredita-se que ao nascer, cada um tem consigo um balde vazio, sendo a vida o momento em que esse balde deverá ser preenchido. Aquele que nasce com um balde maior será aquele que irá despontar como um talento, devendo apenas ser encontrado e encaminhando para a finalidade que seu grande balde o conduz.

Ora, nossa função de professores está aonde dentro dessa teoria? Se o tamanho do balde determina o potencial individual, ensinar pra que?

Com outro ponto de vista, o aluno que é socialmente concebido como talentoso, graças à genética, terá que estímulo para aprender?

Complementando a idéia dessa metáfora, temos um fator importantíssimo na formação pessoal e também esportiva das pessoas: a necessidade de encher esse balde, afinal, um balde grande realmente nos dará mais condições de preenchê-lo, seja com coisas boas, seja com coisas ruins e isso definitivamente será um fator imprescindível no desenvolvimento da inteligência de jogo de nossos alunos.

Se um aluno com um grande balde possui um grande potencial genético/hereditário, esse potencial pode ser duramente influenciado pela falta de direcionamento no ensino.

Paralelamente, mesmo não tendo um balde tão grande, outro aluno nosso, através do direcionamento pautado em metodologias que desenvolvam sua capacidade de resolver problemas (inteligência) conseguirá agregar um conteúdo capaz de equipará-lo àquele com grande balde e pouco conteúdo de qualidade dentro dele.

Isso significa que ao invés da busca incessante de alunos com grandes baldes, devemos nos preocupar com um preenchimento qualitativo desse balde, pois assim capacitaremos os baldes não tão grandes e potencializaremos toda a capacidade daqueles com baldes maiores. No fim, teremos um leque de alunos com boa capacidade de jogo, inteligência e possibilidade de jogar bem o handebol.

Referências

LEITÃO, Rodrigo Aparecido Azevedo. É possível formar Pelés? Implicações na tática do jogo. Site Cidade do Futebol [clique aqui]

Projeto Campus Pelé. O Manual do Atleta Inteligente. (Não Publicado)

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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nov 27

Caros amigos, como dito na discussão de minha publicação anterior, estarei tratando em alguns artigos o assunto relacionado aos Scouts para o Handebol. Este é só o primeiro!

Neste artigo não tratarei da sistematização aplicada de planilhas de scout, mas discutirei a construção de modelos de análise do jogo a partir de uma discussão metodológica, para que todos possam ter certa autonomia na construção de seus modelos, de acordo com seus interesses de análise.

Destaco antes de qualquer desenvolvimento acerca do tema, que tenho estudado os jogos desportivos coletivos (JDC) há alguns anos, como eles sendo pertencentes a uma classe única dentro das variadas manifestações Esportivas, pois de acordo com a base teórica que adoto (Bayer, 1992; Daolio, 2002; IEU+EB - defendida por Greco) os JDC são dotados de uma matriz funcional baseada em princípios que para a grande maioria dos desportos de invasão de território (basquetebol, futebol, futsal, rugby, o handebol etc..), são comuns.

Ainda venho estudando os JDC sob a visão da teoria dos sistemas dinâmicos, o que torna capaz compreender porque existem tantos fatores imprevisíveis dentro dos JDC, fazendo-os dotados de grande complexidade.

Estes conceitos que englobam (1) os princípios comuns entre as modalidades coletivas, (2) a concepção de que o jogo é dotado de imprevisibilidade e complexidade; são a base para pensarmos uma Análise do Jogo de qualidade. Continue Lendo »

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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nov 01

Aos amigos que forem comentar esse artigo, faço a seguinte pergunta: Quem aqui utiliza os processo de scout para analisar os jogos de sua equipe?

Faço essa pergunta, pois venho por meio deste artigo desafiá-los a encontrar o principal armador de boas jogadas em sua equipe, através de diferentes formas de analisar o jogo a assistência.

É bastante enraigado no esporte que a assitência deve ser computada como o “passe perfeito” que possibilite ao jogador finalizar com êxito a jogada, sem que haja nenhum tipo de ação do jogador finalizador a não ser escorar a bola para dentro do alvo adversário, marcando um ponto.

Assim o é no futebol, basquete, handebol e em tantas outras várias modalidades que pertencem ao grupo dos Jogos Desportivos Coletivos (para os curiosos sobre esse tipo de agrupamento, leiam a obra de Claude Bayer, cujo título é “O Ensino dos Jogos Desportivos Coletivos”, datado de 1994 em sua versão em português).

Portanto, àqueles que tiverem a oportunidade de análsiar jogos ou treinos de sua equipe, faça esse tipo de análise: anote quanto passes possibilitam ao finalzador da jogada fazer gols e quem realiza esses passes.

Veremos que haverá um jogador, ou um pequeno grupo de jogadores que realizam muitas assitências dentro da classificação anteriormente descrita.

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Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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ago 06

Olá, Amigos do Handebol.

Mais uma vez venho até vocês falar sobre Handebol defensivo. Existe uma cultura já instalada na qual a garotada hoje em dia não gosta de defender. Boa parte dos jogadores que estão aprendendo o handebol só sentem prazer em jogar no ataque. Essa é uma preocupação de muitos treinadores: como motivar os alunos a também gostarem de marcar no handebol?

Marcação Individual

Acredito que a grande sacada ao trabalhar o handebol defensivo na iniciação é começar com a marcação individual. O domínio da marcação individual é pré-requisito básico para que, mais adiante, o inciante possa realizar uma marcação por zona mais eficiente. Através dela as crianças e adolescentes poderão aprender da melhor maneira as habilidades técnicas defensivas básicas do jogo, ou seja, aprender a jogar no 1×1 (1 contra 1) com e sem bola, a atrapalhar passes e recepções dos adversários, a deslocar-se explorando a lateralidade e a profundidade, a colocar-se em linha de passe, a realizar bloqueios de corridas dos adversários e a manter o contato visual com a bola e com o seu respectivo adversário.

A marcação individual pode ser realizada de três formas:
* Quadra inteira
* Meia quadra
* Perto da área

Defesa agressiva, prazer em defender e superar limitações

Muitos treinadores, depois de trabalhar a marcação individual (quando o fazem) levam seus alunos a marcar em um defesa 6:0, o que acaba limitando os jogadores e percorrer apenas a extensão da área e, na maioria das vezes, jogar em função do bloqueio de arremessos adversários. O que, ao meu ver, além de tirar a motivação da garotada, deixa o ataque muito livre para fazer o que quiser e, normalmente, o melhor jogador adversário vai realizar a maioria dos arremessos e, fatalmente, os converterá em gols.

Acho que uma forma interessante de trabalhar, seria tentar buscar sempre uma maneira mais agressiva (entenda como ofensiva) de defender. Dessa forma que os atletas vão se manter motivados e vão sentir prazer em jogar no setor defensivo, pois vão estar participando ativamente, perturbando o adversário a todo tempo, reduzindo o tempo de ataque e a chance de tomar um gol, reduzindo também a área de atuação do time adversário.

Tendo esse pensamento em mente, acredito que trabalhar uma defesa mais aberta, onde ainda seja valorizada a situação de 1×1, como um 3:3, um 3:2:1, ou até um 1:5 seja mais interessante. Com esse tipo de defesa ? mais aberta e mais agressiva ? até diferenças grande de tamanho e força podem ser superadas, por exemplo: times de baixa estatura fazendo uma defesa bem alta, marcando os armadores adversários fora dos 9m, dificultando o chute de longa distância. Além disso, dessa forma, todos os defensores se sentirão mais ativos e mais importantes no processo defensivo, o que também trará mais motivação e prazer para a garotada.

Mais a frente, quando os alunos já tiverem incorporado o verdadeiro espírito da marcação no handebol, podemos trabalhar mais tranqüilamente com defesas mais fechadas e com mais coberturas e elementos táticos, como o 6:0 e o 5:1, por exemplo.

Tenho trabalhado assim e obtido repostas positivas!
Acho que por enquanto é só.

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos pelos comentários e mensagens que venho recebendo. Espero que as contribuições para o site continuem crescendo!

Um abraço a todos.

Cordialmente escrito por: Prof. Marcio da Rocha Magliano

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