ago 27

Olá amigos do Handebol, mais uma vez venho trazer a vocês, por uma indicação do nosso amigo Professor Márcio Magliano, uma excelente iniciativa do pessoal da Handsport que é uma comunidade online parecida com o orkut que é o Hand’s

Através desta iniciativa, os amantes do handebol poderão se encontrar em um único local e desfrutar de boas conversas com quem entende da área.

Vejam a novidade aqui: http://www.handsport.com.br/members/ e para quem quiser adicionar meu perfil é http://www.handsport.com.br/members/profiles/simonsbr

Um abraço!

Cordialmente escrito por: Thiago Simões

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abr 29

Venho defendendo incessantemente neste espaço a valorização do jogo como ferramenta necessária e central do processo pedagógico do esporte.

Em todo texto que trato do assunto, destaco a importância do jogo, uma vez que através de sua capacidade de ascensão ao lúdico, é capaz de tornar o ambiente de aula desafiante, motivador o que faz os alunos/atletas mergulharem dentro de sua lógica, buscando resolver os problemas impostos afim de conseguir alcançar êxito através do indissociável binômio técnica/tática inerente ao handebol.

No entanto, em recente discussão em meu ambiente (extremamente rico) de trabalho no “Projeto Campus Pelé” no qual faço de tudo um pouco - trabalho no setor de informação e inteligência velejando pela área da pedagogia do esporte, desenvolvendo textos para a “universidade do futebol”, filmando treinos, analisando partidas - percebi a importância que a discussão sobre o jogo como ferramenta pedagógica deve ter, uma vez que a utilização de jogos pode servir apenas para tapar buracos metodológicos. Ou seja: “se não sei o que fazer, então vou lá e dou um joguinho”.

A tirinha do Calvin que inicia este artigo vem fazer a crítica a esse pensamento. Um jogo, cuja razão de existir é sem importância para o jogador, cujas regras são mal construídas, cujos objetivos não tenham clareza com a proposta da aula, não terá em si a existência do apelo à ludicidade, a presença do desafio, da auto-superação. Portanto, o aluno não irá jogá-lo, ou, se o fizer, estará ali executando uma tarefa que não terá finalidade com o treino, ou seja, mesmo tendo a ?cara de jogo?, este será vazio.

Dessa forma, destaco com essa tirinha que não basta a atividade ter a estrutura do jogo, pois mesmo que o desafio seja lançado - “Estou pensando em um número entre 1 e 7 bilhões, tente adivinhar?” - caso ele não seja realmente significativo ao jogador, o interesse logo acabará e o jogo não mais existirá. O pensamento do professor que usou o jogo em sua aula será: “Qual é o problema, vocês não gostam de jogos?”

Conclusão, o emprego equivocado do jogo, apenas como um momento isolado da aula, sem sua verdadeira função pedagógica retornará uma resposta que poderá ser negativa para o planejamento da aula. Isso pode acarretar um julgamento precipitado de que “ensinar pelo jogo não dá certo” - o que geralmente pregam os tradicionalistas do ensino do handebol.

Ora, de quem será realmente o problema? Da metodologia ou do professor? Devemos nos atentar a isso, inclusive em nossa própria ação pedagógica.

Destaco, portanto: devemos usar o jogo, porém não fazendo dele parte isolada e descontextualizada da aula, mas sendo ele a aula em si, aproveitando o momento onde está latente a necessidade de resolver os problemas para propor novos desafios a partir da dimensão estratégico-tática do jogo.

Para isso podemos usar jogos adaptados do jogo formal, jogos pré-desportivos, espaços reduzidos ou amplificados, sobrecarga ou menor carga numérica de jogadores, diferentes tipos e quantidades de implementos, alvos e número de equipes. Em fim, é surpreendente como com toda a riqueza de possibilidades pedagógicas do jogo, ainda assim, somos capazes de deslizar e perder essa ferramenta tão importante na pedagogia dos esportes coletivos.

Portanto, não basta ser jogo! Ele tem que fazer parte do processo pedagógico de maneira significativa e central.

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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mar 31

Existem muitas interpretações e manifestações para o ato de analisar o jogo. Alguns o chamam de scout quantitativo (passes certos, passes errados, etc..), outros o fazem apenas pela observação de vídeos, através de anotação de “lances do jogo” em campinhos sobre uma folha de papel, ou até mesmo através de sofisticados softwares computacionais que analisam o comportamento dos jogadores no momento do jogo.

Todas essas manifestações da análise do jogo são válidas, já que a preocupação em analisar o jogo sob uma perspectiva de “encontrar” indicativos que nos auxiliem no planejamento de aulas está embutida em todas.

No entanto, a análise do jogo pode ser dotada de outra perspectiva, tanto com relação aos seus objetivos quanto aos analisadores do jogo. Imaginem a analisar os jogos que são elaborados nas aulas sob a perspectiva do jogador aprendiz!

A idéia de suscitar aos próprios alunos analisarem o jogo/atividade da aula torna o ambiente de aprendizagem ainda mais rico, uma vez que eles passam a aprender a avaliar o jogo e a qualidade de atuação dos jogadores neste ambiente, bem como passam a compreender a importância de serem avaliados, sob uma perspectiva que fuja da idéia punitiva, como por exemplo, acontece muitas vezes em equipes de alto rendimento (ou infelizmente até mesmo no handebol escolar ou de categorias de base, já competitivas), que fazem os jogadores se preocupem mais com o scout do que com o jogar, reduzindo este momento de prazer, superação, cooperação, aprendizagem e “mergulho” no ato de jogar, para um momento onde eles são cosntantemente vigiados tendo suas atuações reduzidas apenas a números. (ler mais sobre o assunto relativo ao “vigiar e punir” em FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.)

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Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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nov 27

Caros amigos, como dito na discussão de minha publicação anterior, estarei tratando em alguns artigos o assunto relacionado aos Scouts para o Handebol. Este é só o primeiro!

Neste artigo não tratarei da sistematização aplicada de planilhas de scout, mas discutirei a construção de modelos de análise do jogo a partir de uma discussão metodológica, para que todos possam ter certa autonomia na construção de seus modelos, de acordo com seus interesses de análise.

Destaco antes de qualquer desenvolvimento acerca do tema, que tenho estudado os jogos desportivos coletivos (JDC) há alguns anos, como eles sendo pertencentes a uma classe única dentro das variadas manifestações Esportivas, pois de acordo com a base teórica que adoto (Bayer, 1992; Daolio, 2002; IEU+EB - defendida por Greco) os JDC são dotados de uma matriz funcional baseada em princípios que para a grande maioria dos desportos de invasão de território (basquetebol, futebol, futsal, rugby, o handebol etc..), são comuns.

Ainda venho estudando os JDC sob a visão da teoria dos sistemas dinâmicos, o que torna capaz compreender porque existem tantos fatores imprevisíveis dentro dos JDC, fazendo-os dotados de grande complexidade.

Estes conceitos que englobam (1) os princípios comuns entre as modalidades coletivas, (2) a concepção de que o jogo é dotado de imprevisibilidade e complexidade; são a base para pensarmos uma Análise do Jogo de qualidade. Continue Lendo »

Cordialmente escrito por: Lucas Leonardo

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set 23

O goleiro sempre foi de vital importância para uma equipe no jogo de handebol. Popularmente, e até exageradamente, costuma-se afirmar que ele é ?meio time?. Neste artigo serão apresentadas informações para ajudar na formação desse que é o “primeiro atacante” e ?fica lá atrás recebendo boladas?.

Além de defender as bolas arremessadas ao gol, estão entre as suas funções básicas: orientar sua defesa quanto à localização do pivô e possíveis coberturas; iniciar os contra-ataques nos mais variados tipos; sair da sua área para possível recepção de bola, interceptação de contra-ataques e cobranças de infrações e laterais próximos à sua área; manter o equilíbrio emocional da equipe.

As principais características são: altura; envergadura; coragem; visão periférica; equilíbrio emocional; coordenação motora; resistência anaeróbia alática; resistência aeróbia; flexibilidade; velocidade (de membros, reação, deslocamento).

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Cordialmente escrito por: Dilton de Jesus

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