Alemanha Tri-Campeã do Mundo Goleiro X Defesa
fev 04

Nós profissionais de educação física, temos como meta educar através do esporte. No nosso caso, utilizamos o handebol como ferramenta para formação de cidadãos. O produto final desse árduo trabalho, resulta em, no futuro, atletas inteligentes e conscientes, sapientes da importância das regras do esporte e sua aplicabilidade.

Porém, para nossa surpresa, observamos que os demais segmentos que compõem o nosso esporte (dirigentes, técnicos, árbitros, dentre outros) deixam a desejar quanto a evolução da modalidade.

Assunto esse que vem a tona, observando as equipes no mundial adulto masculino na Alemanha, onde observamos uma excelente evolução técnica, tática e principalmente física das equipes, que atuam com seus 14 jogadores os 60 minutos do jogo, efetuando trocas defensivas/ofensivas, mantendo um alto nível durante toda a partida.

Logo, observa-se que a atuação da árbitragem está sendo muito conivente ou até mesmo displicente, ignorando lances que podem trazer sérias consequências físicas aos atletas. A partir deste fato, comento sobre o papel dos educadores.

A conivência dos demais componentes do esporte, vem a partir do momento em que os mesmos não se mobilizam para mudar esse cenário.
Aconselho aos jovens estudantes e recém-formados na área de Educação Física, ingressarem em cursos que permitam educar corretamente os praticantes do esporte desde sua iniciação, fornecendo assim a base para que os mesmos se tornem atletas conscientes visando sempre o jogo, mudando assim a visão violenta sobre o esporte.

Convido aos amigos que atuam como árbitros e a todos que puderem contribuir com este pensamento, discutirmos sobre a didática utilizada para o repasse das informações aos  praticantes, principalmente nas fases iniciais da aprendizagem.
Um abraço a todos e até o próximo artigo.

Cordialmente escrito por: Prof. Luciano Serrão de Figueiredo

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11 Comentários para “Handebol Moderno: Crescimento ou estagnação?”

  1. Marcio Magliano Says:

    Caro, Luciano.

    Acredito que o papel de educador não deve ser extendido até o nível de alto rendimento, como o citado campeonato mundial.

    Educador usa, sim, o handebol como instrumento de transmitir valores e isso ninguém discute.

    O que eu questiono é: Esporte de Rendimento, de Resultado tem algum viés educacional? Eu acho que não.. No meu ver é competição levada aos limites. É outra perpectiva do esporte.

    Um abraço

  2. Renato Says:

    Concordo com o amigo Márcio. Não vejo em que aspecto o esporte de rendimento possa ter algum valor educacional. Mesmo pq, pressupõe-se q quem pratique esporte de alto rendimento já tenha aprendido todos os “valores educacionais” necessários. O que eu imagino q aconteça é um aprimoramento do que vc já aprendeu, com relação a convívio em grupo, trabalho em equipe, hierarquia, etc… Qto ao nível de arbitragem, há q se analisar por alguns aspectos importantes. Primeiro pela velocidade do jogo em sí, oq requer uma resposta melhor da arbitragem, a qual muitas é humanamente impossível. Aprendí com um ex-técnico meu, prof. CLóvis Pedroso, ex-árbitro de sucesso, e ex-professor de arbitragem da Federação Paulista de Handebol, que arbitragem tem um critério muito subjetivo, e q cada pessoa pode dar a interpretação q quiser àquela regra. Uns deixam o jogo correr mais, outros menos. Outro aspecto importante é o aspecto físico. Cada vez mais, o aspecto físico é primordial, pq junto com ele, o aspecto técnico e tático evolue tb. Como praticante de handebol a 15 anos, inclusive como atleta participante do campeonato paulista, vejo com bons olhos esse “deixar o jogo correr”, pq só assim podemos nos equiparar ao jogo físico dos europeus, e podemos tb separar “os homems dos meninos”, ou seja, aquele atleta preparado prá competição daquele q é um mero praticante. Abraços…

  3. daniel Says:

    Bom vejo os aspecto de rendimento como um valor educacional sim, pois nem todos os atletas e praticantes quando chegam a um clube nem sempre eles tem a ” educação esportiva ” se é que podemos falar assim, alguns são rebeldes , etc, pois a união e o trabalho em equipe não serve somente para o esporte e sim para a vida util de qualquer ser humano, tanto no trabalho, quanto na rua.

    esse e o meu ponto de vista.

    Abraço ! :o)

  4. Maurício Ricardy Says:

    Concordo com o Márcio. O tema me chamou atenção e consultei a Lei Pelé - Lei 9615/98, de 24 de março de 1998. A Lei faz a divisão clara de esporte educacional para esporte de rendimento.

    Art. 3º O desporto pode ser reconhecido em qualquer das seguintes manifestações:

    I - desporto educacional, praticado nos sistemas de ensino e em formas assistemáticas de educação, evitando-se a seletividade, a hipercompetitividade de seus praticantes, com a finalidade de alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e a sua formação para o exercício da cidadania e a prática do lazer;

    II - desporto de participação, de modo voluntário, compreendendo as modalidades desportivas praticadas com a finalidade de contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na promoção da saúde e educação e na preservação do meio ambiente;

    III - desporto de rendimento, praticado segundo normas gerais desta Lei e regras de prática desportiva, nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados e integrar pessoas e comunidades do País e estas com as de outras nações.

    Parágrafo único. O desporto de rendimento pode ser organizado e praticado:
    I - de modo profissional, caracterizado pela remuneração pactuada em contrato formal de trabalho entre o atleta e a entidade de prática desportiva;

    II - de modo não-profissional, identificado pela liberdade de prática e pela inexistência de contrato de trabalho, sendo permitido o recebimento de incentivos materiais e de patrocínio.(alterado pela Lei nº 9.981, de 14.07.2000)

    Parabéns pela idéia do site. É sempre bom discutirmos sobre nosso amado esporte.

  5. Luciano Says:

    Agradeço a contribuição dos amigos profissionais,mas acredito que na iniciação esportiva,o jovem aprende bastante com a visualização.Portanto,abordei esse tema.Sou ciente do que diz a Lei Pelé,mas maus exemplos trazem consequências futuras.
    Quantas vezes nós orientamos nossos jovens a terem certas atitudes e somos questionados por algo visto pelos mesmos na prática desportiva de competição ?
    O que quis abordar no presente artigo é que precisamos tirar o estigma da vitória a qualquer custo.
    Um abraço a todos.

  6. Renato Says:

    Concordo q precisamos tirar esse estigma da vitória a qquer custo, mas isso em nível educacional. Não creio q seja errado vc manter esse estigma em nível competitivo, mesmo pq como o próprio nome diz, é um esporte de competição. Acho interessante vc fomentar em seu atleta aquela vontade de vencer sempre, fazer ele ter aquela vontade de “dar o sangue” pelo time. Claro q, generalizando o termo “vitória a qquer custo”, vc enxerga mais o lado negativo tb, o da vitória por meios “éticos” e “anti-éticos”. Mas nesse caso, mesmo em esportes de alto rendimento, não ví sequer um técnico q naum repreendesse um atleta q utilizasse de meios anti-éticos para vencer. A vitória a qquer custo é inerente ao esporte de alto rendimento, e é saudável tb. Desde q levada dentro dos limites citados acima. Tb não ví até hj, em toda minha carreira, algum atleta q recorresse à meios anti-éticos sem sofrer algum tipo de punição, seja ele por meio da arbitragem ou pelo próprio corpo técnico da equipe dele. Sou a favor sim de vc instigar o atleta a vencer sempre, a se doar, “a morder a bola” se preciso for… E como dito antes, pressupõe-se q o atleta q pratique esporte de alto rendimento conhece bem os valores educacionais e éticos, e ele mesmo sabe oq pode e não pode fazer, e sabe tb q vai arcar com qquer tomada de decisão q ele tiver em jogo e em treino. Qto a vida fora de quadra, não interessa oq faz. Se leva a vida de modo anti-ético ou não. Oq importa, em esporte de alto-rendimento, é q ele renda dentro de quadra aquilo esperado dele.

  7. Ayer Franco Says:

    Parabéns pelo artigo demorou mas se manifestou com extrema qualidade.O Luciano ressalto pontos importantes,concordo em genero, numero e grau,há uma extrema necessidade de refletirmos sobre formação,e principalmente dos futuros profissionais de Ed.Fisica.

  8. Thiago Simões Says:

    Maravilha…. Finalmente estamos atingindo o objetivo do site. Gerar discussão sobre a modalidade de forma construtiva.

    Parabéns a todos

  9. Charly Nyrson Says:

    Concordo com o Luciano, pois, maus exemplos vindo dos atletas de alto nivel, podem nos trazer grandes problemas no futuro, partindo do ponto que estes mesmos atletas, servem como vitrine para o esporte, a competição deve existir sim, mas, devemos respeitar nossos adversários, não violando sua integridade fisica, imagina se cada atleta começar a buscar a vitória a qualquer custo, seremos visto pela sociedade não como atletas, mas sim como barbaros… no meu ponto de vista o atleta acima de tudo deve ter respeito por todos aqueles o rodeiam, seja técnico, atleta dirigente, adiversário ou não.

    parabéns a todos por exporem suas ideias.

  10. fernanda Says:

    Caros menbros do handebol qcho esse esporte um otimo motivo para ser mais forte nas coisas como estudar

  11. daniele Says:

    olha vcs coloca uma coisa no google e entramos na pagina e nao achamos o que queremos vcs sao pecimos nesse negocio de saites

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