Formando um Atleta (8-9 anos)

Salve família do handebol brasileiro. Com muito prazer volto a escrever no site e venho trazer aos senhores a segunda tradução do site www.coachinghandball.com, lembrando que “Formando um Atleta” é o nome que dei a série de artigos que serão traduzidos, ao longo do tempo. Conforme dica do Prof. Marcio, lembrem-se sempre, que nessa fase as crianças não podem ser consideradas atletas, apenas um ser humano em formação com pontecial de se tornar um atleta profissional. Para ver a primeira parte da série clique a seguir: Formando um Atleta (6-7 anos)

Hoje vamos falar de crianças dos 8 aos 9 anos de idade, quais suas necessidades e o que deve ser treinado

Características

  • Estas crianças tem energia de sobra correm muito
  • Nesta fase a necessidade de competição cresce
  • Elas já podem executar simples técnicas
  • Elas podem trabalhar em pequenos grupos
  • As crianças com gênio mais forte geralmente são as líderes

Os treinadores precisarão:

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Tática Defensiva no Ensino do Handebol - Jogos de Defesa Zona

1. Introdução

Vamos, neste artigo, analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.

Conforme destacado no artigo Tática Defensiva no Ensino do Handebol I - encontrado no site www.pedagogiadohandebol.com.br - anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que diz respeito à formação de jogadores inteligentes para resolução dos problemas do jogo.

Direcionar nossos alunos para executarem mecanicamente estruturas defensivas  formais não garante que eles saibam executá-las. Distribuir nossos alunos na quadra e dizer: “Fiquem desse jeito, cada um é responsável por sua região” é muito pouco para nossa função de pedagogos do esporte.

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Análise Pedagógica do Handebol de Areia (Beach Handball)

Introdução:

Você conhece o handebol de areia? Você sabia que o Brasil é uma das principais seleções (masculinas e femininas) nessa modalidade? Pois é, além de muitos títulos mundiais, na última edição da competição mundial, a equipe feminina saiu com um 3º lugar e a maculina com a Prata, mostrando assim que a cada ano a equipe tem conseguido se manter na elite mundial da modalidade.

O Handebol de areia é uma modalidade que, apesar de carregar o nome “handebol” possui diferenças significativas se comparada ao “handebol de quadra”.

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Detectar Talentos ou Formá-los? - Um Estudo de Caso

Tenho tido contato, a partir de uma lista de discussão do Centro Esportivo Virtual (CEV) - www.cev.com.br - no qual participo de uma lista de discussões sobre voleibol, com o tema “Detecção de Talentos”.

O argumento básico de qualquer um que tenha como principal objetivo a conquista de resultados imediatos é de que se faz necessário detectar talentos na escola a partir de testes que mostrem o perfil biológico dos alunos. A através da idéia de que após esses dados serem tabelados, torna-se possível fazer um comparativo com um banco de dados e verificar aqueles que são acima da média populacional (na realidade, a média não é exatamente o índice utilizado para esse tipo de pesquisa).

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Basta ser jogo? O Jogo na Pedagogia do Esporte

Venho defendendo incessantemente neste espaço a valorização do jogo como ferramenta necessária e central do processo pedagógico do esporte.

Em todo texto que trato do assunto, destaco a importância do jogo, uma vez que através de sua capacidade de ascensão ao lúdico, é capaz de tornar o ambiente de aula desafiante, motivador o que faz os alunos/atletas mergulharem dentro de sua lógica, buscando resolver os problemas impostos afim de conseguir alcançar êxito através do indissociável binômio técnica/tática inerente ao handebol.

No entanto, em recente discussão em meu ambiente (extremamente rico) de trabalho no “Projeto Campus Pelé” no qual faço de tudo um pouco - trabalho no setor de informação e inteligência velejando pela área da pedagogia do esporte, desenvolvendo textos para a “universidade do futebol”, filmando treinos, analisando partidas - percebi a importância que a discussão sobre o jogo como ferramenta pedagógica deve ter, uma vez que a utilização de jogos pode servir apenas para tapar buracos metodológicos. Ou seja: “se não sei o que fazer, então vou lá e dou um joguinho”.

A tirinha do Calvin que inicia este artigo vem fazer a crítica a esse pensamento. Um jogo, cuja razão de existir é sem importância para o jogador, cujas regras são mal construídas, cujos objetivos não tenham clareza com a proposta da aula, não terá em si a existência do apelo à ludicidade, a presença do desafio, da auto-superação. Portanto, o aluno não irá jogá-lo, ou, se o fizer, estará ali executando uma tarefa que não terá finalidade com o treino, ou seja, mesmo tendo a ?cara de jogo?, este será vazio.

Dessa forma, destaco com essa tirinha que não basta a atividade ter a estrutura do jogo, pois mesmo que o desafio seja lançado - “Estou pensando em um número entre 1 e 7 bilhões, tente adivinhar?” - caso ele não seja realmente significativo ao jogador, o interesse logo acabará e o jogo não mais existirá. O pensamento do professor que usou o jogo em sua aula será: “Qual é o problema, vocês não gostam de jogos?”

Conclusão, o emprego equivocado do jogo, apenas como um momento isolado da aula, sem sua verdadeira função pedagógica retornará uma resposta que poderá ser negativa para o planejamento da aula. Isso pode acarretar um julgamento precipitado de que “ensinar pelo jogo não dá certo” - o que geralmente pregam os tradicionalistas do ensino do handebol.

Ora, de quem será realmente o problema? Da metodologia ou do professor? Devemos nos atentar a isso, inclusive em nossa própria ação pedagógica.

Destaco, portanto: devemos usar o jogo, porém não fazendo dele parte isolada e descontextualizada da aula, mas sendo ele a aula em si, aproveitando o momento onde está latente a necessidade de resolver os problemas para propor novos desafios a partir da dimensão estratégico-tática do jogo.

Para isso podemos usar jogos adaptados do jogo formal, jogos pré-desportivos, espaços reduzidos ou amplificados, sobrecarga ou menor carga numérica de jogadores, diferentes tipos e quantidades de implementos, alvos e número de equipes. Em fim, é surpreendente como com toda a riqueza de possibilidades pedagógicas do jogo, ainda assim, somos capazes de deslizar e perder essa ferramenta tão importante na pedagogia dos esportes coletivos.

Portanto, não basta ser jogo! Ele tem que fazer parte do processo pedagógico de maneira significativa e central.

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Análise do Jogo como Ferramenta Pedagógica

Existem muitas interpretações e manifestações para o ato de analisar o jogo. Alguns o chamam de scout quantitativo (passes certos, passes errados, etc..), outros o fazem apenas pela observação de vídeos, através de anotação de “lances do jogo” em campinhos sobre uma folha de papel, ou até mesmo através de sofisticados softwares computacionais que analisam o comportamento dos jogadores no momento do jogo.

Todas essas manifestações da análise do jogo são válidas, já que a preocupação em analisar o jogo sob uma perspectiva de “encontrar” indicativos que nos auxiliem no planejamento de aulas está embutida em todas.

No entanto, a análise do jogo pode ser dotada de outra perspectiva, tanto com relação aos seus objetivos quanto aos analisadores do jogo. Imaginem a analisar os jogos que são elaborados nas aulas sob a perspectiva do jogador aprendiz!

A idéia de suscitar aos próprios alunos analisarem o jogo/atividade da aula torna o ambiente de aprendizagem ainda mais rico, uma vez que eles passam a aprender a avaliar o jogo e a qualidade de atuação dos jogadores neste ambiente, bem como passam a compreender a importância de serem avaliados, sob uma perspectiva que fuja da idéia punitiva, como por exemplo, acontece muitas vezes em equipes de alto rendimento (ou infelizmente até mesmo no handebol escolar ou de categorias de base, já competitivas), que fazem os jogadores se preocupem mais com o scout do que com o jogar, reduzindo este momento de prazer, superação, cooperação, aprendizagem e “mergulho” no ato de jogar, para um momento onde eles são cosntantemente vigiados tendo suas atuações reduzidas apenas a números. (ler mais sobre o assunto relativo ao “vigiar e punir” em FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2004.)

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Metáfora do Balde - Influência do ambiente de ensino sobre o potencial genético

Quando tratamos do tema ?ensino do esporte?, muitas vezes tendemos a cair numa realidade que vem sendo questionada pela evolução do estudos da Pedagogia do Esporte que é acreditar que talento é algo inato, próprio de cada um, determinado pelas suas características genéticas/hereditárias.

Nós como professores, muitas vezes deixamos de lado nosso potencial de ensinar uma pessoa, tendo única e exclusiva atenção a idéia de buscar talentos e de acordo com nosso interesse iniciar um certo controle de sua vida, indicando para grupos de treinamento avançado, equipes e outras possibilidades.

Isso está associado a uma idéia conhecida com a ?metáfora do balde?. Nela, acredita-se que ao nascer, cada um tem consigo um balde vazio, sendo a vida o momento em que esse balde deverá ser preenchido. Aquele que nasce com um balde maior será aquele que irá despontar como um talento, devendo apenas ser encontrado e encaminhando para a finalidade que seu grande balde o conduz.

Ora, nossa função de professores está aonde dentro dessa teoria? Se o tamanho do balde determina o potencial individual, ensinar pra que?

Com outro ponto de vista, o aluno que é socialmente concebido como talentoso, graças à genética, terá que estímulo para aprender?

Complementando a idéia dessa metáfora, temos um fator importantíssimo na formação pessoal e também esportiva das pessoas: a necessidade de encher esse balde, afinal, um balde grande realmente nos dará mais condições de preenchê-lo, seja com coisas boas, seja com coisas ruins e isso definitivamente será um fator imprescindível no desenvolvimento da inteligência de jogo de nossos alunos.

Se um aluno com um grande balde possui um grande potencial genético/hereditário, esse potencial pode ser duramente influenciado pela falta de direcionamento no ensino.

Paralelamente, mesmo não tendo um balde tão grande, outro aluno nosso, através do direcionamento pautado em metodologias que desenvolvam sua capacidade de resolver problemas (inteligência) conseguirá agregar um conteúdo capaz de equipará-lo àquele com grande balde e pouco conteúdo de qualidade dentro dele.

Isso significa que ao invés da busca incessante de alunos com grandes baldes, devemos nos preocupar com um preenchimento qualitativo desse balde, pois assim capacitaremos os baldes não tão grandes e potencializaremos toda a capacidade daqueles com baldes maiores. No fim, teremos um leque de alunos com boa capacidade de jogo, inteligência e possibilidade de jogar bem o handebol.

Referências

LEITÃO, Rodrigo Aparecido Azevedo. É possível formar Pelés? Implicações na tática do jogo. Site Cidade do Futebol [clique aqui]

Projeto Campus Pelé. O Manual do Atleta Inteligente. (Não Publicado)

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Um Fusca e o Handebol

Com a finalidade de refletirmos sobre o papel pedagógico do handebol e do esporte de maneira geral, e sua possibilidade educativa e social, resolvi fazer um texto sobre um fato curioso que ocorreu comigo no último fim de semana. Ficou curioso com título desse artigo?Pois então direi a vocês o que um fusca e o handebol podem ter em comum.Dia 20/01 foi o dia nacional do fusca, onde fuscamaníacos de todo Brasil se reúnem para comemorar o dia, apreciar seus fusquinhas, trocar idéias, etc..Dia 20/01 também foi o dia em que eu participei de um evento chamado ?Conheça o Handebol?, desenvolvido pela Associação Campineira de Handebol (A.C.H.), e do qual eu participo como Coordenador Pedagógico.

Trata-se de um ambiente em que possibilitamos o acesso ao handebol e à formas jogadas da modalidade (atividades adaptadas e pré-desportivas) para crianças das mais variadas classes sociais, que interagem entre si.

Acredito, como destaca Wilton Santana em sua tese de mestrado, na possibilidade de ter no esporte a partir de uma abordagem do professor responsável pelas aulas que busque a superação das diferenças, a discussão de temas que surgem nos momentos de aula linkando-os com assuntos como latrocínio, drogas, preconceitos (racial, de gênero, etc..), a possibilidade de desenvolver a moral da criança, fazendo-a perceber criticamente o ambiente em que vive e que existem possibilidades de superar problemas de forma ética e saudável.

E o que isso tem a ver com fusca?

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A miopia embutida no tecnicismo - Porque não usá-lo na iniciação ao handebol

Antes de dar continuidade nos textos sobre análise do jogo, observei a presença de dúvidas quanto á forma que abordo o ensino do jogo de handebol. Venho tentando esclarecer essas dúvidas neste texto. Ele é bem direto, mas não com inteção de criticar o trabalho tradicional feito com o handebol a partir da idéia do tecnicismo. Na verdade venho mostrar nesse texto que a abordagem tecnicista não compreende o conceito de tecnica, trabalhando esse conceito de forma equivocada em aulas de handebol, viabilizando reflexões sobre nossa atuação profissional.
Este texto também foi publicado em meu site http://pedagogiadohandebol.wordpress.com, site onde escrevo apenas sobre temas relacionados à pedagogia de handebol, não sendo um espeço concorrente deste, mas sim colaborador deste espaço que vem sendo muito bem desenvolvido pelo Thiago! Parabéns Thiago! Peço a gentileza de poder divulgar este meu endereço em seu site.

Agora, vamos ao texto! Boa leitura e aguardo muito comentários!

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Análise do Jogo I ? Scout e Categorias de Análise

Caros amigos, como dito na discussão de minha publicação anterior, estarei tratando em alguns artigos o assunto relacionado aos Scouts para o Handebol. Este é só o primeiro!

Neste artigo não tratarei da sistematização aplicada de planilhas de scout, mas discutirei a construção de modelos de análise do jogo a partir de uma discussão metodológica, para que todos possam ter certa autonomia na construção de seus modelos, de acordo com seus interesses de análise.

Destaco antes de qualquer desenvolvimento acerca do tema, que tenho estudado os jogos desportivos coletivos (JDC) há alguns anos, como eles sendo pertencentes a uma classe única dentro das variadas manifestações Esportivas, pois de acordo com a base teórica que adoto (Bayer, 1992; Daolio, 2002; IEU+EB - defendida por Greco) os JDC são dotados de uma matriz funcional baseada em princípios que para a grande maioria dos desportos de invasão de território (basquetebol, futebol, futsal, rugby, o handebol etc..), são comuns.

Ainda venho estudando os JDC sob a visão da teoria dos sistemas dinâmicos, o que torna capaz compreender porque existem tantos fatores imprevisíveis dentro dos JDC, fazendo-os dotados de grande complexidade.

Estes conceitos que englobam (1) os princípios comuns entre as modalidades coletivas, (2) a concepção de que o jogo é dotado de imprevisibilidade e complexidade; são a base para pensarmos uma Análise do Jogo de qualidade. Leia Mais

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